Economia

Plano do G20 pode gerar “40 milhões de empregos até 2016”, diz Lagarde

chistine_lagarde_1O G20 definiu um plano, hoje, em Cannes, que poderá levar à criação de “20 a 40 milhões de novos empregos”, segundo Christine Lagarde, diretora-geral do FMI. O grupo dos mais ricos do mundo pretende aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em cerca de 1,5 por cento, plano que agitará a economia.

O G20 – que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia – reuniu-se hoje numa cimeira em Cannes para aprovar um plano que permitirá à economia mundial criar um máximo de 40 milhões de empregos, durante os próximos cinco anos.

Até 2016, segundo assegura Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), “com uma ação coletiva apropriada”, o PIB mundial poderá ser aumentado “em mais 1,5 pontos percentuais”, o que terá repercussões ao nível da criação de postos de trabalho.

“A análise do FMI prevê a criação de 20 a 40 milhões de novos empregos”, disse Christine Lagarde, depois de encerrada a cimeira do G20, grupo que representa cerca de 80 por cento da economia mundial.

Deste encontro, saíram diretivas para as economias mais fortes e mais frágeis. As mais fortes, com excedentes comerciais, devem estimular a procura interna. Já as economias vulneráveis e com dificuldades devem ‘arrumar a casa’ e apostar na consolidação fiscal e na criação de emprego.

Este indicador não é parte central do plano português, definido no Orçamento de Estado, onde o cumprimento do défice assume capital importância, com prejuízo para a criação de emprego. Segundo defende Sarkozy, as economias da Zona Euro têm, acima de tudo, de dar sinais de credibilidade, esforço que deve ser reconhecido a Portugal.

O presidente francês enviou, deste modo, um recado a Grécia e Itália, mas negou que tenha exercido qualquer tipo de pressão tendo em vista mudanças de governo nestes dois países.

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