Fórmula 1

Pilotos preocupados com o regresso da Fórmula 1

Há uma grande preocupação de alguns dos pilotos de Fórmula 1 para o regresso às pistas e a Grandes Prémios ‘à porta fechada’.

Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo foram alguns dos nomes que vocalizaram estas preocupações, isto apesar do Campeão do Mundo não ser o menos impaciente por voltar à ação.

O britânico da Mercedes – que pode igualar os sete títulos mundiais de Michael Schumacher – estranha a atmosfera em que o campeonato de 2020 se irá disputar. “Os primeiros dias foram difíceis e aprendemos a viver sem o que adoramos. Sinto falta de pilotar”, afirma no podcast da equipa campeã do Mundo.

Hamilton tem uma visão pouco otimista do futuro: “Vai parecer muito vazio. As mensagens que recebi um pouco de todo o mundo tocaram-me, porque toda a gente sente falta do desporto, e isso mostra até que ponto conta na vida das pessoas. É o para todos nós. É apaixonante e cativante. Ainda não o que isso dará na televisão, mas será melhor do que nada”.

O britânico de 35 anos salienta ainda: “Para nós será provavelmente pior do que um dia de testes, no sentido em que algumas pessoas vinham mesmo para seguir esses testes. Alin não teremos ninguém nas bancadas e veremos lugares vazios em redor do circuito. Mas corridas são corridas. Penso que cada um de nós poderá perceber o verdadeiro do seu carro. Anseio por regressar, porque sinto muita falta”.

Já Daniel Ricciardo considera que este regresso será um pouco caótico, ainda que, tal como Hamilton, sinta falta da competição, e se mantenha fisicamente em forma para voltar ao ‘cockpit’ do seu Renault.

“Será o caos no regresso”, declarou o australiano de 30 anos numa entrevista à BBC Radio 5, salientando: “Esperemos que seja de forma controlada. Não falo dos carros em todos os sentidos. Tudo estará um pouco ‘enferrujado’ e haverá numerosas emoções misturadas”.

Foram quatro meses sem os pilotos competirem (desde o Abu Dhabi), pelo que para Ricciardo o mais difícil será readequirir os mesmos níveis de concentração: “Vamos ver pilotos que serão eficazes com a adrenalina e outros que nem por isso. Podemos ver ultrapassagens ousadas e outras que serão menos bem calculadas. Deverá haver um pouco de tudo”.

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