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Peugeot 508 SW 1.5 BlueHDi uma ‘station’ com mais estatuto

Ao lançar a mais recente geração 508 a Peugeot procurou dar ao modelo mais estatuto, e em grande medida conseguiu-o. A Station Wagon, mesmo na motorização 1.5 Blue HDI não desmente essa evidência.

Numa variante GT-Line ganha até um certo cariz desportivo, conferido sobretudo pelas suas jantes de 16 polegadas em liga leve específicas, as ponteiras de escape cromadas ou mesmo o volante pequeno e envolvente, que inclui as patilhas de comando da caixa de velocidades automática EAT8.

Fotos: Ricardo Cachadinha

Recorrendo à plataforma EMP2, esta nova carrinha da Peugeot impõe-se muito pela presença. Linhas agressivas, esculpidas, que se podem comparar a muito do que a concorrência, sobretudo a vinda do outro lado do rio Reno propõe. Um grande equilíbrio e proporcionalidade que se prolonga até à secção traseira.

Há muito cuidado colocado no detalhe e na qualidade dos materiais, que aproximam cada vez mais a marca de Sochaux de uma congénere ‘premium’, sem concessões ao espaço para passageiros e carga. Isto apesar da bagageira ter perdido alguma capacidade face ao modelo que agora vem substiuir – agora disponibiliza 530 litros.

A distância de eixos inferior (2,4 centímetros) explica porque a bagageira ‘encolheu’. É que o comprimento também foi reduzido, tendo por objetivo tornar o 508 mais manobrável, pois o diâmetro de viragem foi diminuído.

Para que não existisse um constrangimento do espaço para pernas dos bancos de trás os encostos de cabeça foram redesenhados e estreitados, sem que isso comprometa a habitabilidade, apesar dos bancos traseiros estarem numa posição mais baixa do que é usual num automóvel deste segmento, devido ao rebaixamento do tejadilho, pensado em termos de aerodinâmica.

Mas não é tanto no espaço que esta nova 508 SW se destaca, mas muito mais no design e no requinte, propondo um nível de equipamento muitíssimo completo, e, nunca é de menos sublinhar, uma posição de condução muito orientada para o utilizador.

É o tão propalado ‘i-Cockpit’. Que para além das dimensões de painel e volante tem na posição elevada e estilo plano as suas características mais marcantes.

O mostrador alongado de 12,3 polegadas permite visualizar bem as funções de condução diante do volante, replicando também todos itens do ecrã central tátil de 10 polegadas e alta resolução , no que ao infoentretenimento e sistemas de navegação e climatização diz respeito, com o teclado logo a baixo a fazer-nos lembrar que estamos a bordo de um automóvel da atual geração Peugeot.

A posição de condução é correta perdendo algum tempo com o acerto, sendo que os bancos proporcionam um bom apoio lombar. E convém não perder isso de vista para que se tenha uma viaje com o conforto que se deseja, pois as ligações ao sol desta Station Wagon foram pensadas para o desempenho, nomeadamente os grupos independentes traseiros de multi-braço com amortecimento variável.

Para além dos bons acabamentos, o que chama a atenção é o equipamento com o ‘Pack City’, que inclui a câmara traseira, sendo que o Safety Plus disponibiliza ainda o sistema de vigilância do ângulo motor, um sistema de deteção de fadiga evoluído, o assistente de máximos e reconhecimento alargado dos sinais de trânsito. Como era o caso deste exemplar ensaiado.

Obviamente que, cientes do motor que ‘morava’ sob o capô percebemos que não podíamos esperar ‘milagres’ deste 1.5 BlueHDi. Um propulsor honesto mas pensado sobretudo em permitir consumos mais contidos. 130 cv. de potência disponíveis a um regime razoavelmente baixo, que ajuda em termos de recuperações mas não permite a explosividade de um 2.0 litros.

A caixa EAT8 significa um custo de mais 2200 euros mas permite ‘poupar’ bastante a mecânica. É extremamente suave e atuante, ainda que não evite os reflexos em termos de rumor de um motor como o que equipa esta 508 SW. O (bom) reverso da medalha são os consumos conseguidos, que em termos médios se situam abaixo dos seis litros a cada 100/km em percurso misto (WLTP).

Com um preço acima dos 42 mil euros esta Peugeot 508 W não é a coisa mais acessível do mercado, ainda que a versão de acesso possa situar-se nos 37.200 euros, mas sem que o equipamento seja semelhante.

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