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Pedro Dias: “Não matei os civis”

A advogada de Pedro Dias pretende que o seu constituinte seja absolvido de dois dos crimes que lhe são imputados, nomeadamente nas mortes de Liliane e Luís Pinto. Os crimes do qual é suspeito aconteceram em Aguiar da Beira e Pedro Dias assume que não matou os civis.

Pedro Dias voltou, nesta sexta-feira, a pedir a palavra e a justificar os acontecimentos.

“Eu assumo tudo o que fiz, mas não consigo assumir o que não fiz. Eu realmente não matei os civis”, disse nas alegações finais, no Tribunal da Guarda.

Mónica Quintela, advogada do arguido, apelou a uma diminuição da culpa de Pedro Dias nos disparos contra dois militares da GNR, na madrugada de 11 de outubro de 2016, em Aguiar da Beira.

“É o instinto de sobrevivência que todos temos”, salientou, revelando que o arguido estava “acometido de uma emoção violenta” e, nesse sentido, existe uma “relação de causalidade entre a emoção e o crime”.

Aos jornalistas, Mónica Quintela explicou, em defesa de Pedro Dias, que tudo que “se passou nesta noite [na data dos crimes] é tudo menos frieza de ânimo, é instinto primário puro”.

A advogada diz, por isso, que Pedro Dias deve ser condenado por homicídio privilegiado e não por homicídio qualificado.

No homicídio privilegiado a moldura penal poderá ser de um a cinco anos, enquanto que no caso de homicídio qualificado a pena poderá ser de 12 a 25 anos de prisão.

 

A leitura do acórdão está agendada para o próximo dia 8 de março.

O arguido, que está detido numa prisão de alta segurança em Monsanto, responde à suspeita de vários crimes, entre os quais pela morte de um GNR e dois civis.

Após uma verdadeira caça ao homem, recorde-se, Pedro Dias entregou-se às autoridades.

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