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Pedidos de ajuda são alerta de um “aumento da pobreza”, avisa Conselho Nacional de Saúde

Os estudos que comprovaram um aumento dos pedidos de ajuda às juntas de freguesia, durante o período de confinamento, são um sinal de aviso de que se registou “aumento da pobreza da população”, no entender do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

“O CNS alerta para o facto de estes resultados poderem refletir um aumento da pobreza na população, associado às alterações bruscas no mercado de trabalho e no rendimento, seja por situação de ‘lay-off’ ou desemprego”, destacou a entidade consultiva do Governo, em comunicado.

Os pedidos de ajuda das famílias incidiram em particular na aquisição de alimentos e medicamentos devido à incapacidade de sair de casa de grupos com dependência funcional, como idosos e portadores de deficiência ou doença mental.

As juntas de freguesia receberam também múltiplos pedidos de ajuda para “pagamento das rendas de casa, alimentos e medicamentos e também para a falta de acesso a computadores, telemóveis e telefones”, assim como para o acesso à internet, devido às aulas pela televisão para as crianças.

Os estudos revelaram também os “poucos pedidos de ajuda” feitos às juntas de freguesia por outras populações carenciadas, como “pessoas sem-abrigo, imigrantes em situação irregular, minorias étnicas, utilizadores de drogas e trabalhadores do sexo”.

O CNS recomendou “uma melhor articulação entre as estruturas da rede social e os serviços de saúde”, no sentido de se assegurar “maior eficiência na resposta às necessidades, atuais e futuras, criadas pela pandemia de covid-19”.

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