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Patriarca aproveita Natal para lembrar idosos mais isolados

Na sua mensagem de Natal, Manuel Clemente recordou os incêndios que devastaram Portugal e a solidariedade que se seguiu às tragédias. O patriarca lembrou também os cuidados continuados contra a eutanásia.

O cardeal patriarca de Lisboa aproveitou a época do Natal para sublinhar a “solidão e isolamento” de alguns idosos afetados pelos incêndios,  dedicando a sua mensagem aos que estão mais sozinhos e isolados.

Ao assumir a postura cuidadosa para com os maios idosos, Manuel Clemente aproveitou para defender os cuidados paliativos, numa atitude crítica à eutanásia.

Para o patriarca, o ano ficou “marcado por trágicos incêndios, que vitimaram muitas pessoas e destruíram habitações e outros edifícios, com grave dano para a vida, o trabalho e o sustento de muitas outras também”. Contudo, a solidariedade seguinte às tragédias mereceu também palavras de Manuel Clemente, considerando que, “para o futuro, nos retomaremos mais conscientes do país que somos e do que devemos ser, mais organizados no território e mais coesos como sociedade, procurando o bem comum de todos”.

“Reparámos certamente na grande solidão em que vive uma parte considerável dos nossos concidadãos, sobretudo quando idosos e dispersos por locais isolados. Alguns rostos da tragédia impressionaram-nos especialmente, pelo modo como exprimiam tanta solidão e isolamento”, destacou.

O Bispo de Lisboa lembrou também que a “existência humana” deve ser vista “como uma longa expectativa de respostas cabais e profundas, que só o tempo vivido geralmente pode dar”.

A “última idade”, para Manuel Clemente, é “quase plenitude pessoal, mesmo quando fisicamente debilitada e carente”.

“Cada idoso é uma experiência de vida e uma interpelação à convivência, que nos faz melhores, quando lhe correspondemos. Como Jesus Menino correspondeu à expectativa de Simeão e Ana, correspondamos nós aos membros mais velhos das nossas famílias e da nossa sociedade inteira. E aproveitaremos muito mais a sabedoria que transportam, tão importante para todos”, lembrou.

Na mesma linha, Manuel Clemente evidenciou a importância dos cuidados paliativos ao reproduzir as palavras do Papa Francisco, em novembro, quando disse que a medicina paliativa “tem uma grande importância também no campo cultural, comprometendo-se a combater tudo o que torna o ato de morrer mais angustiante e sofrido, ou seja, a dor e a solidão”.

Por fim, o patriarca de Lisboa apelou aos portugueses para a aprendizagem por parte dos idosos, lembrando que estes devem ser acompanhados “até ao fim natural das suas vidas”.

“Todos nos ganharemos com todos, na sucessão das gerações convividas”, rematou.

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