Motociclismo

Para Miguel Oliveira a KTM tem de ser guiada ao estilo de Marc Marquez

Miguel Oliveira tem sentido algumas dificuldades para ‘domar’ a KTM RC16 nas suas primeiras provas de MotoGP, apontando como razão o facto da sua moto exigir um diferente estilo de condução em relação ao que adotava no Moto2 em 2018.

O português diz mesmo que a máquina austríaca se adequa mais ao estilo de condução do Campeão do Mundo Marc Marquez, apesar dos resultados positivos conseguidos em duas das suas três primeiras corridas na categoria ‘rainha’ do motociclismo mundial.

Miguel tem sido regularmente mais rápido do que o seu companheiro de equipa Hafizh Syahrin, e várias vezes mais veloz do que Johann Zarco, numa das KTM da equipa oficial.

Tal como o piloto de Almada também o francês ‘sentiu’ a troca da Yamaha para a KTM de MotoGP, que seguindo Oliveira tem de ser guiada de uma forma “mais agressiva” do que está habituada. “Essa é uma das coisas que acredito ser uma vantagem, é o que tenho de fazer na minha moto em comparação com outra máquina qualquer de MotoGP”, salientou o português ao site oficial do campeonato.

Miguel Oliveira não tem muitas dúvidas para as razões das diferenças de performance entre os pilotos da KTM: “Não guiei outra moto para além da KTM, por isso para mais é muito simples. Para Johann e talvez seja ainda mais difícil do que para Pol (Espargaro) porque estava habituado a outra mota e a outra forma de guiar”.

O próprio Espargaro concorda com o piloto português, ainda que ache que a KTM agora é menos física: “A aderência é melhor do que no ano passado. A moto não vira tanto quanto gostaríamos mas vira mais. O motor é mais rápido e suave e toda a eletrónica funciona devidamente. É menos física do que a do ano passado, por isso permite que não se puxe tanto por ela até ao fim de cada corrida. Não precisamos de ter algumas voltas de descanso”.

“No geral o conjunto é muito melhor do que no ano passado, mas ainda falta muito. Certamente que não anda tão depressa como outras, é um pouco mais pesada do que as outras. E isso sentiu-se nas minhas pernas e dos ombros depois da corrida (de Austin). Preciso de mais potência para virar a moto”, confessou ainda o piloto espanhol.

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