Fórmula 1

Para Charles Leclerc “jogar em coletivo dá sempre os seus frutos”

Charles Leclerc colecionou já as suas primeiras vitórias na Fórmula 1, na Bélgica e em Itália, mas não quer guardar os ‘louros’ para si. Diz que o mérito também é da equipa e no trabalho coletivo no seu seio.

O monegasco é bastante discreto, mesmo quando se trata de celebrar as vitórias no interior do ‘cockpit’ do Ferrari SF90 # 16, e para além de sublinhar o papel de todos na formação de Maranello, também defende a sua postura em pista.

Aquando do êxito em Monza a sua atitude em pista face a Lewis Hamilton foi criticada por alguns. Não pelos ‘tifosi’, como é óbvio, mas por outros setores que vivem ou assistem às provas de F1.

“A batalha foi feroz”, admitiu Leclerc em Singapura, onde este fim de semana se disputa o Grande Prémio da cidade-estado do sudoeste asiático. Mas reitera: “Tive a plena consciência do que estava a fazer ao volante. Depois a acção na segunda chicane, aquela a que Lewis fez referência, não estava certo da sua posição exata à minha direita. Mas a minha intenção era defender-me de maneira robusta”.

“Mudei a minha abordagem depois do duelo com Max Verstappen na Áustria. A decisão dos comissários naquela prova e a ausência de penalização surpreendeu-me, mas adaptei-me depois disso. Se Lewis quer mudar a sua abordagem igualmente é livre de o fazer. E não acredito que ele esteja verdadeiramente inquieto. Ele é forte mentalmente”, insiste o titular do Ferrari # 16.

O facto de ganhar preponderância no seio da Ferrari também não faz Charles Leclerc sentir-se mais importante na equipa, nem mesmo o facto do seu companheiro de equipa Sebastien Vettel estar a atravessar um período difícil. “Nunca tive essa impressão”, sublinha.

Para o monegasco a entre-ajuda tem sido a ‘receita’ certa no seio da ‘Scuderia’: “Não sei como a situação é percecionada do exterior, mas no interior a equipa faz tudo o que está ao seu alcance. Esta época já me vi a ajudar o Seb. O mesmo se passou com ele noutros casos. É a melhor forma de proceder para a equipa e para que ela progrida. Nós fazemos o nosso melhor cada um de nós. Estou muito contente com a gestão que a equipa faz da situação”.

“Jogar no coletivo dá sempre os seus frutos. Não é a situação ideal ter um piloto que joga por si e se mostra egoísta. Podemos encontrar situações onde a equipa tem de analisar mais detalhes. É preciso encontrar um bom equilíbrio. Nada mudou entre mim e Seb”, acrescenta Charles Lecler remetendo para o incidente ocorrido em Monza, quando ‘ofereceu’ o ‘cone de aspiração ao seu ‘vizinho’ de box.

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