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Paquistanesa morta pelo irmão por publicar fotos sensuais no Facebook

A jovem Qandeel Baloch era idolatrada por inúmeros jovens do Paquistão, pela coragem em enfrentar os tabus de um país conservador. As fotos sensuais que publicava no Facebook estiveram na origem da sua morte. O assassino é o seu irmão.

“Qandeel Baloch foi morta, estrangulada por seu irmão. Aparentemente, tratou-se de um crime de honra”, explicou o oficial da polícia Sultan Azam, em declarações à agência AFP. O homicídio ocorreu em Muzzafarabad, na província de Punjab.

Tinha 24 anos e era uma celebridade, nas redes sociais, onde conquistou fãs pela sua coragem, exposta na sensualidade de fotografias que o conservadorismo paquistanês não tolerava.

Qandeel Baloch ousava afrontar um Paquistão muçulmano conservador, o que a transformou num símbolo, sobretudo para quem não tinha essa coragem.

Utilizava a sua beleza para atingir os seus fins. Selfie após selfie, foi multiplicando fãs, mais de 800 mil, só no Facebook.

O dia do fim chegou. O irmão de Qandeel Baloch estrangulou-a, “num crime de honra”, segundo as autoridades.

O crime foi praticado em Muzzafarabad, na província de Punjab, para onde a jovem (cujo verdadeiro nome era Fauzia Azeem) tinha viajado com familiares.

O irmão pretendia que a irmã abandonasse esta prática e que deixasse o mundo das artes, como cantora.

Refira-se que os morrem no Paquistão centenas de mulheres, todos os anos, por motivos de honra. Os assassinos não são punidos, por regra, em virtude de uma lei que permite à família perdoar os criminosos.

O pai da jovem não parece disposto a perdoar. “Ela era inocente, queremos justiça. Porque é que a minha filha foi morta?”, pergunta Azeem Ahmad.

A realizadora Sharmeemn Obaid-Chinoy, autora de um documentário premiado, precisamente sobre crimes de honra, considera que a morte de Qandeel Baloch é sinal de “uma epidemia” contra as mulheres no Paquistão.

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