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PAN assume que quer aumentar representação na Assembleia da República

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer aumentar a sua representação nas próximas eleições legislativas e formar um grupo parlamentar na Assembleia da República, assumiu hoje o deputado André Silva.

André Silva falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, depois de ter sido recebido pelo Presidente da República durante cerca de meia hora.

Segundo o deputado único do PAN, as eleições que se disputam este ano foram tema abordado durante o encontro, tendo o Presidente perguntado quais as expectativas do PAN.

“Queremos ter uma representação ambientalista no Parlamento Europeu, através do Francisco Guerreiro, cabeça de lista às europeias, e nas eleições regionais da Madeira recuperar a representação parlamentar que já tivemos, e nas legislativas nacionais, de 06 de outubro, aumentar a nossa representação parlamentar e termos um grupo parlamentar”, afirmou o dirigente.

Além do cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu, o deputado estava acompanhado também por Cristina Rodrigues, membro da comissão política do PAN.

Na audiência, o partido abordou também “aquilo que se passou no parlamento na sexta-feira passada, com uma atitude profundamente antidemocrática por parte dos outros partidos, ao silenciarem e censurarem a leitura de um voto de pesar do PAN às vítimas e ao povo tibetano”, referiu André Silva aos jornalistas.

Para o deputado, “é profundamente lamentável que o PAN tenha sido censurado e silenciado no voto que fez”, e este episódio permitiu perceber que “a esmagadora maioria da classe política neste país tem uma enorme subserviência à China”.

Em debate com o chefe de Estado esteve também a greve climática levada a cabo por estudantes na sexta-feira.

Para André Silva, esta iniciativa demonstra que “os jovens, ao contrário do que muitas vezes se diz, estão politizados, estão profundamente interessados nestas matérias”, e que “têm muita consciência dos problemas ambientais e do combate às alterações climáticas”.

Na opinião do parlamentar, os jovens “têm, de facto, interesses e prioridades completamente diferentes da classe política, da maior parte dos partidos, que discutem acima de tudo interesses corporativos, lutas político-partidárias”.

O deputado chamou ainda a atenção do Presidente da República uma “preocupação antiga” relacionada com “a destruição em curso, que se está a operar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, com a agricultura superintensiva de estufas”.

Isto “tem impactos ambientais enormes”, vincou André Silva, e “a administração do Estado, através da APA [Agência Portuguesa do Ambiente) e do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] não acompanha, não tem meios, não tem sensibilidade para acompanhar, para fazer ajustes, para fazer correções”.

Além “dos graves problemas ambientais” relacionados com esta exploração, “há uma enorme pressão territorial e social nestes concelhos”, dado que acolhem “muitos imigrantes, muitos deles em situação ilegal, que vivem em situações absolutamente indizíveis e chocantes”.

“Estamos a falar também de falta de condições nas escolas para receber os meninos de tantas e tantas nacionalidades, com tantas línguas que falam, e que não conseguem ser acompanhados, assim como também nos próprios centros de saúde, em que tantas e tantas mulheres imigrantes ilegais não estão a ter as devidas respostas ao nível dos cuidados de saúde”, salientou o deputado.

Segundo André Silva, Marcelo Rebelo de Sousa “ficou bastante sensibilizado, preocupado de facto, com todos os temas”.

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