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“País não tem futuro se a dívida não baixar”, diz ministro das Finanças

O ministro das Finanças disse hoje que, sem reduzir a dívida pública, o país não tem futuro, reforçando que, após a descida da dívida em percentagem do PIB, a estratégia é começar a reduzir o valor em termos nominais.

“Nós não temos futuro para o país se a dívida não baixar. Não é possível projetar uma sustentabilidade para as políticas públicas se não tivermos uma trajetória de redução da dívida pública”, afirmou Mário Centeno no debate sobre o Programa de Estabilidade sinalizando que “hoje, a dívida pública desce em percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] e, já amanhã, vai começar a descer em termos nominais”.

O ministro respondia ao deputado do PCP Paulo Sá que considerou que o Governo, ao estabelecer como “prioridade absoluta” o cumprimento das “imposições” de Bruxelas, procura “receber o certificado de bom aluno da União Europeia”.

Quando apresentou o Programa de Estabilidade para 2019-2023, em 15 de abril, o ministro das Finanças definiu como objetivo a manutenção da trajetória de redução do peso da dívida pública em percentagem do PIB, prevendo que reduza de 118,6 por cento este ano para os 99,6 por cento em 2023.

Em termos de valor nominal, as mesmas projeções apontam para que a dívida pública atinja um ‘pico’ de 248,5 mil milhões de euros em 2020 para começar a reduzir dai em diante, estimando-se que recue, em termos nominais, para os 243,6 mil milhões de euros em 2021.

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