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Pais e avós vigiam escola na Maia para evitar confrontos entre alunos

Os pais e avós dos alunos da Escola EB1/JI do Lidador, na Maia, decidiram criar patrulhas para vigiar o recreio, tendo por finalidade evitar confrontos entre as crianças que estudam naquela unidade de ensino. Os encarregados de educação queixam-se de falta de funcionários para vigiar o período de lazer dos alunos, mas a autarquia – responsável pela escola – fundamenta que as duas funcionárias são “suficientes” para garantir a segurança dos alunos.

Sandra Mendes é mãe de uma das crianças que estuda nesta unidade de ensino e mostra-se apreensiva com o clima vivido na escola.

“Não posso saber que o meu filho é agredido na escola e permitir que a situação continue”, sustenta, em declarações ao Jornal de Notícias (JN).

A fim de evitar confrontos no recreio da escola, os pais uniram-se e criaram o ‘Movimento Patrulha Recreio’, formando equipas que ficam no exterior da escola a vigiar o recreio, para tentarem evitar confrontos entre os alunos.

No primeiro dia de aulas do novo ano letivo foi registada uma agressão a um aluno, segundo revela este movimento.

A autarquia maiata confirmou ter conhecimento da situação e sustentou que o caso tem sido analisado.

“Temos todos os funcionários que são necessários. Não temos um por criança porque não é desejável nem é a política que a Câmara defende”, revela Emília Santos, vereadora da Educação maiata, em declarações ao Porto Canal.

A vereadora assegura ainda que desde o arranque do ano letivo a autarquia tem feito “todos os esforços” para resolver a situação.

Esta responsável pela pasta da Educação no município maiato revela que foi feita uma reunião entre “a GNR, a Segurança Social, a Associação de pais e o representante da comunidade cigana” para debater esta situação.

Emília Santos confirmou ainda que “por opção das famílias” alguns alunos já foram transferidos para outras escolas.

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