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Os dias mais curtos deixam as mulheres mais agressivas

Homens e mulheres têm reações diferentes aos horários de inverno. Nelas, menos horas de luz é sinónimo de maior agressividade, revela um estudo realizado na Universidade de Indiana, nos EUA.

Esta pesquisa mereceu honras de publicação no Proceedings of the Royal Society B.

Um estudo realizado pela universidade norte-americana de Indiana concluiu que a quantidade de horas de luz do dia provoca diferentes efeitos nos homens e nas mulheres, sendo que, no caso das mulheres, aumenta a agressividade.

O trabalho foi feito com hamsters cujo sistema endócrino é parecido com o dos humanos. A finalidade foi analisar as ligações entre hormonas sexuais e a agressividade, notou diferenças dos mecanismos dos dois sexos.

Os cientistas colocaram 130 hamsters a dias mais longos, durante uma semana. Depois, 45 foram expostos a dias com menos luz do dia, ao longo de 10 semanas.

As fêmeas que estiveram num ambiente de dias curtos foram confrontadas com um intruso e reagiram com agressividade.

Já as que estiveram em condições diferentes, com dias mais longos, não apresentaram qualquer alteração no comportamento, ou no organismo.

Em declarações reproduzidas pela SIC Notícias, que cita declarações de um investigador ao site EurekAlert da AAAS.

“A melatonina age diretamente nas glândulas supra renais das fêmeas, desencadeando ‘agressão sazonal’ – num processo diferente do acontece com os homens”, salienta Nikki Rendon, um dos autores do estudo.

Para os investigadores, torna-se assim evidente que “as hormonas sexuais desempenham um papel importante no controlo da agressão, tanto em fêmeas como em machos”.

Porém, no caso das fêmeas, há poucos estudos, quer no que diz respeito a seres humanos ou não.

“Ao focarmos esta investigação nas fêmeas, estamos a aumentar o nosso conhecimento sobre as hormonas e os comportamentos sociais num campo atualmente dominado pelas discussões sobre a testosterona que regula a agressão nos machos”, diz ainda Rendon, ainda citado pela SIC Notícias.

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