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Orar pela chuva: Apelo viral do patriarca contra os incêndios e a seca

A reza proposta para hoje surpreendeu os católicos: D. Manuel Clemente apela à “oração pela chuva”. A ciência pode explicar “os factos naturais”, como os incêndios e a seca, mas cabe aos fiéis rezar pelas “interrogações mais profundas” da natureza, acima do “sentido último das coisas”, como explica o cardeal patriarca.

A proposta de oração foi publicada no site do Patriarcado de Lisboa. “Pela chuva” em Portugal, país que desperta das tragédias dos incêndios para verificar que está em seca severa.

“O nosso país tem sofrido este ano uma prolongada seca, que muito afeta o ambiente e as culturas. Os incêndios foram extremamente gravosos, com grande número de vítimas mortais e de feridos, além de muitos danos materiais e prejuízos económicos e sociais, que é urgente colmatar”, começa a mensagem de D. Manuel Clemente.

Definindo a intervenção estatal e social como “absolutamente prioritária”, o cardeal patriarca separou os dois planos da tragédia: o científico, com “vários níveis de compreensão”, como o meteorológico, e o teológico, que exige “interrogações mais profundas” à natureza, “que sondem o sentido último das coisas”.

“É este o sentido da oração” pela chuva, argumentou o líder máximo da Igreja Católica portuguesa: “O Missal Romano inclui orações por necessidades de vária ordem, também no que à natureza se refere”.

Nas missas de hoje, a oração deve apelar à dádiva divina da “chuva necessária, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confiança aos bens do céu”.

Se um apelo do cardeal patriarca à oração não é em si uma surpresa, já é de estranhar quando é feito por um responsável político. Foi o que aconteceu em 2011, também a propósito da seca, com a então ministra Assunção Cristas a declarar ser “uma pessoa de fé”.

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