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OMS diz que 61 pessoas morreram e 850 foram feridas na repressão no Sudão

Pelo menos 61 pessoas foram mortas e mais de 850 ficaram feridas entre 03 e 11 de junho pela repressão dos protestos antigovernamentais em Cartum, capital do Sudão, divulgou hoje, em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

As vítimas foram verificadas pela OMS, que reuniu dados de 12 hospitais onde foram recebidas e ou tratadas. A organização admite que o número de feridos possa ser maior, uma vez que muitos foram tratados noutros centros médicos, sublinhou um porta-voz daquela agência da ONU, Christian Lindmeier, numa conferência de imprensa realizada em Genebra.

Muitos dos feridos apresentavam feridas de bala, segundo o porta-voz da OMS, que indicou ainda a existência de denúncias de violações, mas sem avançar números sobre as mesmas.

De acordo com o Comité Central dos Médicos sudaneses – uma organização de médicos próxima dos movimentos de contestação -, pelo menos 118 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas, a maioria na dispersão violenta do acampamento montado em frente ao Quartel-General das Forças Armadas em Cartum. Os médicos incluem nesta estimativa vítimas atiradas e recolhidas no rio Nilo.

As autoridades, por seu lado, estimam que o número de mortes não ultrapassa as 61, 49 das quais baleadas.

A violência contra os manifestantes começou no passado dia 03 de junho, quando o Exército sudanês, que detém o poder no Sudão desde a destituição do antigo Presidente Omar al Bashir em 11 de abril último, irrompeu, a tiro, pelo acampamento de manifestantes da oposição em frente ao Quartel-general das forças armadas do país, no centro de Cartum.

O acampamento, que ao longo de dois meses concentrou milhares de pessoas em protesto contra o governo militar, foi “completamente arrasado” pelos militares, denunciou, na ocasião, a oposição.

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