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“Nunca pensei que fosse o PS a atacar-me”, desabafa Sócrates

José Sócrates aplicou um ‘duro’ ataque ao Partido Socialista (PS), numa entrevista à imprensa brasileira a propósito de Lula da Silva que enfrenta casos de justiça. O antigo primeiro-ministro compara a posição tomada pelo partido de Lula, o PT, com a posição assumida pelo PS e é cáustico. “Eu nunca pedi ao PS que me defendesse, mas nunca pensei que fosse o PS a atacar-me a um ponto que me levasse a ter de defender a minha dignidade, tendo que me desligar do partido”.

Numa entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o ex-líder do PS e antigo primeiro-ministro, que está acusado no âmbito do processo ‘Operação Marquês’, explica que a questão que corre na justiça portuguesa tem uma “dimensão política e uma dimensão pessoal”.

E é aí que Sócrates lamenta a posição assumida pelo PS.

“A primeira coisa que o Partido Socialista fez, foi procurar afastar-se. A verdade é que o PS, ao longo de dois anos, foi cúmplice de todos os abusos”, desabafa o antigo secretário-geral dos socialistas, que se alongou ainda em mais comentários, explicando as razões que o levaram a entregar o cartão de militante do partido.

“Eu nunca pedi ao PS que me defendesse, mas nunca pensei que fosse o Partido Socialista a atacar-me a um ponto que me levasse a ter de defender a minha dignidade, tendo que me desligar do partido”.

Nesta entrevista, Sócrates volta a criticar a escolha do juiz para o julgar.

“Eu nunca tive um juiz imparcial. Não há julgamentos justos sem um juiz imparcial”, sustenta José Sócrates, que fala em questões políticas que levaram à sua prisão e acusa a direita.

“Tudo isso convinha à direita: tirar-me do espaço público, garantir que eu não me candidatasse à Presidência da República em 2015”, argumenta, avisando que tudo passa por “somar a motivação política da direita à vaidade dos personagens”.

A ‘Operação Marquês’ tem como principal arguido o ex-primeiro-ministro, que está acusado de 31 crimes de corrupção passiva, falsificação de documentos, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

O antigo primeiro-ministro tem contado com apoio de alguma sociedade civil, tendo até sido criado um hino de apoio a Sócrates.

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