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NPR Tridente: Submarino milionário sem combustível após cortes na Marinha

submarinoMarinha Portuguesa sem dinheiro para combustível do submarino Tridente, que foi adquirido por 500 milhões de euros e se encontra suspenso da maioria das operações militares. Fonte do Ministério da Defesa confirma ao Correio da Manhã que existem “limitações operacionais” nas Forças Armadas, por dificuldades económicas, que afetam uso de submarinos, caças e blindados.

O submarino NPR Tridente, que Portugal adquiriu à Alemanha por 500 milhões de euros, em 2010, encontra-se praticamente sem utilização, em virtude da incapacidade financeira da Marinha Portuguesa e das restrições orçamentais impostas pelo Ministério da Defesa, liderado por Aguiar-Branco.

A incapacidade financeira em sustentar o Tridente foi assumida pelo Ministério da Defesa, em declarações reproduzidas pelo Correio da Manhã, que aponta um “reajustamento na realização de exercícios militares”, relacionado com a “utilização de combustível”, a que os submarinos obrigam.

Realce-se que os submarinos utilizam três tipos de combustível. Além do gasóleo, é necessário hidrogénio e oxigénio líquido. Igualmente as fragatas da Marinha estão com utilização mínima.

O submarino Tridente foi comprado pelo Estado português há oito anos, ao consórcio alemão Ferrostaal. O Tridente veio acompanhado de outro submarino, batizado de “Arpão”, num negócio que implicou um investimento total de mais de mil milhões de euros.

A crise que o país atravessa está a provocar “limitações operacionais às Forças Armadas”, de acordo com o mesmo jornal. No entanto, não é apenas a utilização dos submarinos que esta prejudicada com estes cortes. Também os caças F-16 voam menos, pelos mesmos motivos. A Força Aérea apenas cumpre o horário mínimo de utilização. Igualmente os Pandur, viaturas blindadas, estão quase sempre fora de terreno.

O Ministério da Defesa definiu um corte orçamental de 244 milhões de euros, sendo que, para o efeito, suspende a utilização de equipamentos considerados fundamentais para todos os ramos das Forças Armadas. Está assegurada, porém, “a prontidão necessária” em exercícios que sejam considerados urgentes.

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