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Novo sismo no Paquistão faz pelo menos 30 feridos

Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas hoje num terramoto 4,4 graus na escala de Richter na Caxemira paquistanesa, zona que sofreu um sismo na terça-feira que causou a morte de 38 pessoas e deixou 646 pessoas feridas.

O sismo ocorreu de manhã, a cerca de um quilómetro de distância da área de Mirpur, que foi a mais afetada pelo terramoto de terça-feira, e a 12 quilómetros de profundidade, segundo o diretor do Instituto Meteorológico do Paquistão.

O superintendente da polícia de Mirpur, Irfan Saleem, informou que as 30 pessoas ficaram feridas na sequência do desabamento de muros quando os tremores de terra começaram na região de Sangot, vila vizinha de Mirpur.

“As pessoas estão com medo e algumas abandonaram as suas casas e estão nas ruas”, afirmou Saleem.

O polícia indicou que poderá haver mais vítimas e que as autoridades estão à espera de mais informações das zonas afetadas.

Também em Mirpur muitas pessoas em pânico trocaram os edifícios pelas ruas, consequência do tremor de terra de terça-feira que fez 38 mortos, 646 feridos e destruiu 454 casas, estradas e pontes.

O porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres da região, Raja Sajjad, confirmou que toda a região sofreu “fortes danos”, adiantando que o sismo foi sentido noutras cidades do país, como Peshawar, Lahore, Murree ou mesmo Islamabad.

O exército do Paquistão enviou já ajuda às populações afetadas.

O sul da Ásia tem um alto nível de atividade sísmica por estar perto dos Himalaias, onde colidem duas grandes placas continentais da Índia e Euro-Ásia que convergem a uma velocidade relativa de 40 a 50 milímetros por ano.

O pior sismo jamais registado na história do Paquistão foi um terramoto de 7,6 graus de magnitude na escala de Richter em 2005, na Caxemira paquistanesa, no norte do país, em que se estimou pelo menos 75 mil mortos, a maioria crianças.

O terramoto de 2005 foi sentido na Índia, no Afeganistão e no Bangladesh.

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