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Novas gerações fazem menos sexo do que os pais e avós

Há hoje mais ferramentas para promover o namoro – desde sites dedicados a encontros, a chats e até redes sociais. No entanto, a geração dos Millennials, nascida após 1990, é aquela que menos relações sexuais praticam.

Uma equipa de investigadores da Florida Atlantic University realizou um estudo sobre a atividade sexual e concluiu que a geração dos Millennials, que integra pessoas nascidas após 1990, é a que menos sexo pratica. Isto já não é como antigamente…

Não é preocupante, mas deve suscitar uma reflexão. Por que razão os jovens de hoje praticam tão pouco sexo? É preciso recuar aos anos 20 para encontrar uma atividade tão fraca como a de hoje.

Os jovens da geração de 90, que terão idades compreendidas entre os 16 e os 26, estão entre o grupo etário com menos apetite sexual.

O estudo, publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior, concluiu que 15 por cento dos Millennials dos EUA com idades entre 20 e 24 anos não tiveram qualquer parceiro desde a maioridade. Na década de 60, por exemplo, essa percentagem era bem menor: apenas seis por cento não praticaram relações entre aquele período.

“Este estudo contraria a ideia de aplicações de engate, como o Tinder, segundo as quais os Millennials são a geração que mais procura relacionamentos rápidos e sexo casual”, destacou Ryne Sherman, coautor do estudo e professor de Psicologia daquela universidade norte-americana.

A probabilidade de se tornarem sexualmente inativos é, desse modo, muito mais elevada. Nesta matéria, os mais velhos têm muitas lições a dar aos mais jovens. “Os Millennials são menos promíscuos do que as gerações anteriores”, assinala ainda o docente.

A razão para estes resultados do estudo podem estar relacionadas com maior informação sobre a sexualidade, desde os riscos de gravidez à transmissão de doenças.

Mas há outros fatores a ter em consideração: o livre acesso à pornografia (e o excesso de oferta de serviços e espaços que se dedicam ao assunto) pode transformar o sexo menos interessante.

Curioso é o facto de não ser apenas no capítulo dos relacionamentos amorosos que os jovens de hoje são menos ativos. “Há sinais de que crescem mais devagar do que os seus antecessores”, destaca Ryne Sherman.

A cultura da individualidade comum aos Millennials também ajuda a compreender o fenómeno.

Saem de casa mais tarde, tiram a carta com mais idade, começam a trabalhar fora da adolescência. Sinais dos tempos…

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