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Nova geração do Mini adiada devido ao Brexit

A BMW decidiu adiar o lançamento da nova geração do Mini devido à incerteza gerada pelo Brexit e aos custos que a marca do Grupo BMW teria, já que pode vir a deslocalizar do Reino Unido a sua atual unidade industrial.

Desde que o construtor de Munique adquiriu a marca à Rover, em 1994, a Mini lançou três gerações, sendo que a plataforma atualmente utilizada (UKL1) é a mesma desde há seis anos.

Segundo o porta-box do Grupo BMW, Maximilian Scheberl, “a longevidade da plataforma foi estendida, por razões de custos e devido ao Brexit, sendo que a não renovação da terceira geração do Mini está a fazer com que as vendas da marca tenham registado uma queda superior a 4% no ano passado.

Os modelos da Mini são produzidos em Oxford, em Inglaterra, e também em Born, na Holanda, mas as incertezas sobre os custos que o grupo germânico poderá enfrentar e as novas tarifas com o Reino Unido, fizeram a marca suspender os investimentos.

Há também decisões estratégicas a tomar, já que os motores de combustão sofreram uma queda de procura, com os clientes a ‘migrarem’ para segmentos como os dos SUV, forçando as marcas a acelerarem o processo de eletrificação ou hibridização das suas gamas, pois os custos de modificações das regras de emissões levaram a vários constrangimentos na indústria automóvel relativamente aos pequenos utilitários citadinos.

Tal como a Mini, também a Opel e a Vauxhall sofreram perdas, que equacionam agora a continuidade de modelos como o Adam e o Karl.

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