Tecnologia

Nintendo regista prejuízos recorde de mais de 400 milhões de euros

nintendo_1Empresa japonesa já liderou o mundo dos videojogos mas apresenta agora, e pela primeira vez, prejuízos, que são muito piores do que o esperado pelos analistas. De 723 milhões de lucro passou para os 404 milhões de prejuízo.

A Nintendo apresentou esta quinta-feira os resultados do exercício do ano passado e os números são tudo menos animadores. A companhia japonesa fechou o ano com prejuízos na ordem dos 43 mil milhões de ienes, qualquer coisa como 404 milhões de euros. Estes dados impressionam sobretudo quando se sabe que a Nintendo acabou 2010 com lucros de 723 milhões de euros.

Esta enorme quebra deve-se sobretudo à falta de competitividade da Wii perante a concorrência. Desde que a Microsoft lançou o Kinect para a Xbob360 e desde que a Sony lançou o Move para a PlayStation 3, a mais famosa consola da fabricante japonesa tem vindo a perder terreno. Em 2011 venderam-se 9,7 milhões de aparelhos Wii, enquanto que em 2010 foram 15 milhões, uma quebra que demonstra bem as perdas neste ano que findou.

Outra das razões foi igualmente o lançamento da PS Vita pela Sony, uma concorrente de peso da Nintendo 3DS, no mercado das consolas portáteis. Na primeira semana, após ter sido lançada em março, um mês que ainda entrou nas contas da Nintendo no exercício de 2011, a Vita superou os números da 3DS no velho continente, vendendo mais de 380 mil unidades. Saiba mais aqui.

Para o último trimestre deste ano a Nintendo pretende lançar a Wii U. Mesmo assim, nessa mesma altura, Microsoft e Sony podem avançar com novas versões das suas consolas, o que seriam mais más notícias para a empresa japonesa.

O mundo dos smartphones parece estar também a afetar a venda deste tipo de aparelhos. Alguns analistas afirmam que os telemóveis estão cada vez mais próximos de uma consola, a nível de capacidades nos jogos e mesmo nas questões da Internet e das redes sociais, o que faz com que sejam provavelmente um produto mais apetecível na hora de comprar.

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