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NAV cancela greves dos próximos dias e TAP tenta repor a estabilidade das operações

tap_1A empresa controladora do espaço aéreo português cancelou, nesta madrugada, a greve que se iniciaria amanhã. Os sindicatos representativos da NAV conseguiram abrir vias de diálogo com o Ministério das Finanças e o Ministério da Economia, a fim de serem travados os problemas suscitados pelo modelo de negócio da NAV. A TAP tinha planeada a suspensão de voos.

No site oficial da TAP, confirma-se que foi “desconvocada a greve na NAV, que afetaria o controlo de tráfego aéreo em Portugal”, entre os dias 29 e 30 de junho e 1 e 3 de julho”. As razões deste protesto prendem-se com o “modelo de negócio da NAV”, que exige “soluções que evitem a perda anual de milhões de euros”.

As divergências passaram ao diálogo, sendo que esta greve, que “provocaria grandes restrições ao tráfego aéreo em Portugal”, como assume a TAP, deixa de se realizar.

Para atenuar os efeitos da paralisação, a TAP reprogramou a sua operação, mudando alguns horários de voos e “vendo-se forçada a cancelar outros”.

Com a desconvocação da greve, a TAP “envidará todos os esforços para repor a sua operação tanto quanto possível”, explica a transportadora aérea no seu site oficial.

Na nota divulgada esta madrugada pelo sindicato da NAV, podia ler-se que “esta decisão resulta do facto de se terem aberto, junto das Tutelas (Economia e Finanças), vias de diálogo até aqui inexistentes e do compromisso em ser analisada, em conjunto com sindicatos e empresa, a especificidade do modelo de negócio da NAV Portugal e soluções que evitem a perda anual de milhões de euros”.

Os trabalhadores aguardam “o empenho político efetivo do Governo no processo de diálogo” para se encontrarem “respostas concretas à situação da empresa e dos seus colaboradores” e afirmam que se manterão “expectantes e atentos aos desenvolvimentos”.

“Este arrastamento da situação é ainda mais incompreensível quando se constata que a própria administração da empresa, nomeada pelo atual Governo em fevereiro, ter dado nota pública das características particulares do modelo de negócio da NAV Portugal e do paradoxo das soluções em vigor”, refere ainda o dito comunicado.

Os trabalhadores da NAV – entre os quais, os trabalhadores aéreos – exigem que se abra um regime de exceção que permitam à operadora não ser abrangida pelas medidas de contenção que o Governo tem planeadas, no que diz respeito, sobretudo, às despesas operacionais.

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