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“Não salvem bancos e cargos políticos… salvem hospitais”, pede Chagas Freitas

Pedro Chagas Freitas partilhou um apelo nas redes sociais que, em poucas horas, já se tornou viral. Em jeito de homenagem aos hospitais, o escritor lançou um apelo aos políticos para que salvem as unidades de saúde e não “bancos, seguradoras” ou até “cargos políticos”.

O escritor começa por explicar que, nas últimas semanas, frequentou alguns hospitais da zona norte do país e, apesar de algumas “insuficiências”, sentiu “amor” e “entrega” por parte das gentes que trabalham nos hospitais.

“Salvem o São João. E o Pedro Hispano. E todos os outros hospitais públicos, ou quase públicos, do país.”

Chagas Freitas faz um raio x ao estado dos hospitais como utente e sustenta que “podem faltar quartos, pode faltar espaço” mas espera que “nunca falte o coração”.

“Recomendo os médicos, os enfermeiros, o pessoal todo que vi por lá. Não foi tudo perfeito. Há falhas de material, falhas de espaço, falhas aqui e ali de motivação. Houve quem estivesse maldisposto, quem estivesse mais irascível, menos compreensivo. Houve insuficiências”, sublinha.

Apesar disso, recomenda-os.

“São eles que devem ser recebidos com honras de Estado nos palácios todos do país.”

No elogio público, que soma quase cinco mil reações em menos de 24 horas e mais de três mil partilhas nas redes sociais, Chagas Freitas pede ao Estado que “salve” hospitais e “não bancos” e “cargos políticos”.

“Não salvem bancos e seguradoras. Não salvem cargos políticos. Não salvem presidentes de clubes, de associações ou de partidos. Salvem quem nos salva. Salvem a nossa salvação.”

O escritor de Guimarães revela ainda que o dinheiro tem de ser gasto “onde ele tem de ser gasto”.

Chagas Freitas pede ainda que todos lutem pela saúde em Portugal.

“Não deixem morrer quem não nos deixa morrer. Pelo menos lutem por eles como eles por nós. Até ao fim. Até que a máquina desligue. Até que não haja a possibilidade de sonhar.”

A saúde tem estado no topo da atualidade no país, com relatos de várias dificuldades das unidades hospitalares.

Recentemente, um médico procurou criar um movimento para que alguns clínicos possam dar consultas grátis em zonas mais carenciadas do país.

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