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“Não falhámos ao país”, diz Passos na despedida

Pedro Passos Coelho garantiu que o PSD não falhou ao país enquanto esteve na liderança dos social-democratas. No discurso de despedida no congresso do partido, o antigo primeiro-ministro avisou ainda os seus pares que “não é fácil bater a geringonça mas é preciso bater a geringonça”.

“Fizemos o que era essencial e nisso não falhámos ao país”, explicou perante a plateia no Centro de Congressos, em Lisboa, onde decorre o 37.ª congresso do PSD.

O antigo primeiro-ministro destacou ainda que não estava no palco para um discurso de balanço.

“Creio que todos esperariam que fizesse um balanço dos oito anos em que liderei o PSD. Mas creio que este não é o momento. Deixarei alguma coisa escrita, para quem tiver interesse, curiosidade ou necessidade”.

No discurso, Passos Coelho aproveitou para atacar a oposição.

“Retirámos o pais da bancarrota, recuperámos a economia e o emprego sem agravar as dificuldades, iniciámos um ambicioso programa de reformas. E fizemos um caminho, com o CDS, que nos permitiu dar estabilidade e confiança.”

Para o antigo parceiro de coligação, o CDS-PP, Passos Coelho deixou uma palavra, em jeito de desafio para Rui Rio e Assunção Cristas.

“É importante – e será importante para futuro”, disse, antes de falar do Governo de António Costa.

Governo da “propaganda”

Passos Coelho foi duro no ataque à oposição e avisou que o PSD não tem medo de não agradar.

“Nós não temos medo de não agradar. Fazemos por ser desagradáveis, mas não precisamos de agradar para fazermos aquilo que achamos que é certo. Combatemos os privilégios injustificados, mesmo quando eram grandes e fortes. Procurámos sempre ser suficientemente pragmáticos para podermos falar com as pessoas das suas angústias, mas sem paliativos e com sinceridade.”

O antigo primeiro-ministro disse ainda que Portugal tem, atualmente, um Governo “que faz a espargata para agradar a todos e não tem problema nenhum com a propaganda”.

“Todos os anos, em de agosto, faz atualização de pensões. Porque não em janeiro?”, questionou Passos Coelho, acrescentando: “A propaganda é a marca de água da solução deste governo. Sobreviver no médio prazo. Mesmo que essa solução subtraia futuro às pessoas e torne mais difícil ser mais justo – e mais justo em tempo útil.”

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