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Na Indonésia, os presos vão ser vigiados por crocodilos ferozes

Para travar os prisioneiros, um chefe da Agência Antidroga na Indonésia teve a ideia de colocar crocodilos a rodear uma ilha, onde será erguido o estabelecimento de ensino.

Budi Waseso quer apenas crocodilos ferozes para travar condenados por tráfico.

Os prisioneiros da Indonésia condenados por crimes relacionados com tráfico de droga poderão ter de enfrentar um obstáculo intransponível, caso decidam arriscar uma fuga.

A ideia partiu de Budi Waseso, líder da Agência Antidroga daquele país, que pensou em construir uma nova prisão, numa ilha rodeada de crocodilos. É a natureza a cumprir o papel de guarda prisional.

Para materializar a sua ideia, o chefe da agência pretende fazer diversas visitas a algumas regiões do país, com um único objetivo: encontrar os répteis mais perigosos.

“Colocaremos tantos crocodilos quanto pudermos. Eu próprio irei procurar os mais ferozes. Os crocodilos não podem ser subornados e vocês não conseguem convencê-los a deixar fugir os presos”, disse aquele responsável, em declarações à agência de notícias AFP.

Não se sabe se o fez de forma intencional, mas a verdade é que Waseso não fez mais do que colocar em causa a capacidade dos guardas prisionais.

Sugeriu que eram facilmente corrompidos e que o sistema prisional não pode estar sujeito aos ‘pecados’ humanos.

Apesar de ousado, o projeto não passa, para já, disso mesmo: um projeto. No entanto, sublinhe-se, já se procura o local para edificar a prisão.

Esta é uma forma de combater os subornos e as fugas de narcotraficantes condenados, num país onde este tipo de criminalidade se faz sentir de forma muito significativa, não obstante haver na Indonésia legislação extremamente dura contra o tráfico.

Saliente-se que, na Indonésia, o tráfico de droga prevê a pena de morte. Oito pessoas foram condenadas, em abril, à pena capital.

E se a justiça não consegue, mesmo assim, travar este tipo de criminalidade, haverá crocodilos a dar uma ajuda.

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