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Mutações genéticas da leucemia mielóide descodificadas

Um grupo de cientistas descodificou as mutações genéticas que dão origem à leucemia mielóide aguda. Está aberto o caminho para o tratamento desta doença. 

Investigadores britânicos travaram o desenvolvimento da leucemia mielóide aguda, um tipo de cancro com pouca expressão em termos de óbitos, mas que avançava com o envelhecimento da população.

Os cientistas, do instituto ‘Wellcome Trust Sanger’, decifraram três grupos de mutações, que causam a doença, o que permite alargar as fronteiras na longa caminhada rumo ao tratamento.

Através da manipulação de genes, feita em ratos, os investigadores conseguiram antecipar a perceção de que estavam perante um cancro (ainda que só um terço dos ratos desenvolvessem a leucemia). Assim, chegaram à conclusão de que são necessárias mais mutações para que a doença se desenvolva.

A leucemia mielóide aguda é um cancro nos glóbulos brancos que provoca uma proliferação de células malignas, que se acumulam na medula óssea e interferem na produção de células sanguíneas.

A mielóide aguda é o tipo mais comum de leucemia nos adultos, sendo que a incidência aumenta com o envelhecimento. Caracteriza-se por ser fatal em pouco tempo, se não houver um tratamento rápido.

Não obstante ser uma doença rara (nos EUA, apenas representa 1,2 por cento dos óbitos do total das doenças oncológicas), previa-se um aumento de incidência, em virtude do envelhecimento da população. No entanto, com esta descoberta, essa perspetiva foi travada.

O trabalho científico que deu origem a esta descoberta foi publicado na prestigiada revista Nature Genetics.

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