África

Mulheres guineenses preocupadas com o país pedem paz e para serem ouvidas

As mulheres guineenses manifestaram hoje preocupação com a situação política na Guiné-Bissau, apelaram à paz e pediram para serem ouvidas por terem “potencialidades para vencer porque sabem e podem fazer”.

“A continuação degradação da situação política conduziu a fraturas visíveis e invisíveis, não só no meio político, como de todos os setores sociais, incluindo nas famílias”, afirmou Francisca Vaz Turpan, do Conselho das Mulheres, na sessão de abertura do I Fórum das Mulheres e Raparigas da Guiné-Bissau.

Segundo a socióloga, a “fragilidade” de todos os tecidos sociais é preocupante e poderá levar a Guiné-Bissau a um “desfecho da situação completamente imprevisível, de não prevenidos, correndo-se o risco de ver o país mergulhado mais uma vez num clima de violência”.

Reconhecendo que foram levadas a cabo várias iniciativas, Francisca Vaz salientou que nenhuma “viabilizou a expressão massiva das pessoas que todas as partes em conflito alegam proteger”, nomeadamente crianças, jovens, mulheres e homens guineenses.

Com o Fórum das Mulheres e Raparigas, as mulheres guineenses pretendem fazer ouvir as suas vozes a “favor da paz e reconciliação nacional”, participar na promoção da educação sem violência e prevenir os conflitos na busca de soluções duráveis, afirmou a antiga candidata às eleições presidenciais.

A paz que querem favorecer, explicou Francisca Vaz, visa “relações mais harmoniosas entre homens e mulheres e melhorar a sociedade nos índices de desigualdade e injustiça social, continuar a trabalhar”.

“Basta” de desigualdade entre homens e mulheres, afirmou para um público composto maioritariamente por mulheres e que contou com a presença de vários membros do Governo e elementos da comunidade internacional.

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