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Mudanças no ‘Mundial’ para 2022 não cativam Thierry Neuville

Thierry Neuville considera que as propostas técnicas para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) para 2022 tornará a competição “menos interessante”.

As alterações serão apresentadas no Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel em junho deste ano, com um aumento de componentes produzidos pelas equipas e uma redução no número de órgãos dos carros como a transmissão, travões, suspensão e tecnologia aerodinâmica.

O conjunto de propostas, nomeado Rally 1, defende a acessibilidade dos carros, de modo a permitir a que mais equipas privadas possam competir na categoria principal, com os WRC a partilharem uma estrutura de proteção comum, que será desenvolvida pela FIA, bem como um sistema híbrido comum, de modo a tornar o campeonato mais ambientalmente sustentável.

No Rally 1 haverá também limites reforçados relativos a componentes mecânicos e de aerodinâmica, de modo a que os custos também se mantenham a níveis aceitadas e não proporcionem vantagens a alguns competidores em relação a outros.

Mas Neuville mostra-se frustado, pois considera que algumas das medidas vão tornar o WRC menos espetacular: “Perguntei ao meu patrão e ele concordava com esta treta, mas pareceu que gostou disso. Redução de custos, tornando o carro tecnicamente menos interessante, fazendo-nos recuar cinco anos, menos aerodinâmica, menos maneabilidade de suspensão, são coisas que, honestamente, honestamente não fazem sentido”.

“Há três anos decidimos estimular o WRC dando-lhe uma nova vida, e funcionou muito bem. Do lado da promoção, do lado do espetáculo. E agora voltamos ao R5 Plus. Não sei se estou muito interessado em guiar estes carros, mas vamos descobrir isso”, reitera o belga da Hyundai.

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