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Ainda há vítimas do tufão Haiyan sem nenhum tipo de assistência humanitária

tufao talas 1filipinas tufsao haiyan 600Médicos Sem Fronteiras (MSF) revela que há milhares de pessoas nas Filipinas que não receberam ajuda humanitária, após a passagem do tufão Haiyan. “A assistência concentrou-se na cidade de Tacloban”, destaca Anne Taylor, coordenadora de emergências. Em Tolosa há um posto médico para 55 mil pessoas, refere. O tufão que varreu território filipino, recorde-se, fez mais de 5000 mortos.

Semanas após a passagem do tufão Hayan, ainda há pessoas nas Filipinas que não receberam qualquer tipo de ajuda, revela uma coordenadora de emergências regional da Médicos Sem Fronteiras, organização humanitária que está no terreno.

“A ajuda concentrou-se em Tacloban, cidade que foi extremamente afetada pelo tufão. No entanto, há muitas outras áreas remotas nas Filipinas com população que não foram assistidas”, revela Anne Taylor, num comunicado difundido hoje.

A assistência tem sido escassa, dada a dimensão do problema. Segundo revela esta coordenadora da MSF, “mesmo em lugares a poucos quilómetros” de Tacloban, “os serviços médicos foram extremamente limitados”.

“Na cidade de Tolosa, havia um único posto médico para uma população de 55 mil pessoas”, assinalou a coordenadora daquela organização humanitária, no mesmo comunicado.

O tufão Haiyan, que registou ventos com velocidade superior a 320 quilómetros por hora, devastou as 36 províncias das Filipinas, provocando milhares de mortos e um número indeterminado de pessoas que ficaram, de alguma forma, afetadas pelo fenómeno.

Além da destruição de casas, hospitais e infraestruturas básicas, como estradas, há milhares de pessoas a passar fome. Não há água potável nem medicamentos. E há histórias impressionantes, como o resgate de uma menina que viveu seis dias ao lado dos corpos das famílias.

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