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Monitorização da oximetria de pulso pode detetar doenças cardíacas em bebés

oximetria_pulsoUm dispositivo que monitoriza o nível de oxigénio no sangue pode, quando aplicado a bebés, ajudar a detetar problemas congénitos no coração e, em muitos casos, ‘recomendar’ uma operação que aumenta as hipóteses de sobrevivência do recém-nascido.

Um dispositivo para a medição da oximetria de pulso pode ajudar a salvar os recém-nascidos que possuam doenças congénitas no coração. Os problemas cardíacos são responsáveis por entre três a 7,5 por cento das mortes em crianças, mas em muitos casos uma deteção precoce pode levar a uma operação que aumente as hipóteses de sobrevivência.

Foi com base nesta hipótese que uma equipa de investigadores da Universidade Queen Marry, de Londres (Inglaterra), aplicou um pequeno monitor para medir a oximetria de pulso, colocando-o na ponta de um dedo para aferir dos níveis de oxigénio na hemoglobina arterial. O estudo, liderado por Shakila Thangaratinam, foi publicado na revista The Lancet e permitiu concluir pela deteção de 76,6 por cento dos problemas cardíacos, com uma taxa de apenas 0,14 por cento de ‘falsos positivos’.

No caso dum ‘falso positivo’, o monitor apresentou um problema que, na realidade, não existe. Os investigadores descobriram que o risco dum ‘falso positivo’ diminuía quando o bebé era examinado pelo menos um dia depois do parto, quando comparado com os que fizeram o teste nas primeiras 24 horas de vida. A equipa londrina analisou 30 casos, envolvendo quase 230 mil bebés.

A medição é feita mediante a comparação das diferenças entre a luz vermelha (absorvida pelo sangue oxigenado) e a infravermelha (absorvida pelo sangue que não está oxigenado). Os níveis de oxigenação são apresentados num visor, sendo este um método eficiente, barato e não invasivo para os bebés que não apresentem sinais de possuírem anomalias cardíacas congénitas. Os casos de risco podem ser diagnosticadas por um eletrocardiograma.

A oximetria de pulso para recém-nascidos não é ainda uma prática consensual, sendo realizada como procedimento de rotina apenas num país, os EUA. Os investigadores consideram que o estudo publicado na The Lancet demonstra claramente as vantagens desta técnica, já que a oximetria de pulso foi testada em mais 100 mil crianças quando comparada com a última análise, datada de 2009.

 

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