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Moçambique/Ataques: Organizações alertam para círculo vicioso de pobreza e aliciamento

Organizações da sociedade civil moçambicana consideraram hoje, em comunicado, que os ataques armados em Cabo Delgado, norte do país, estão a provocar um círculo vicioso de aumento de pobreza e maior atração de jovens por movimentos violentos.

“A intensificação do conflito militar com os protagonistas dos ataques armados agrava os níveis de pobreza na província, tornando muitos jovens capturáveis por movimentos violentos, alimentando-se de um círculo vicioso”, lê-se no documento intitulado Declaração de Pemba, capital da província.

O documento reúne as conclusões de um seminário realizado na sexta-feira, em Pemba, sobre “conflitualidade humana na exploração de recursos naturais na província de Cabo Delgado”.

As organizações consideram haver uma exploração “caótica” de recursos naturais, “num cenário que começou por ser de ausência do Estado e de oportunismo generalizado”.

Desde 2017, o cenário agravou-se com o início de ataques armados a aldeias por parte de grupos de inspiração islâmica, mas sem outros objetivos declarados, além da prática criminal.

Os participantes consideram que o Governo moçambicano deve eliminar os obstáculos de acesso à informação a jornalistas, investigadores e cidadãos em geral nos locais onde há conflitos derivados da exploração de minas ou outros recursos naturais.

O documento sugere ainda que as autoridades façam uma revisão da estratégia de atuação militar, capacitando os militares em matérias de direitos humanos e outras formas de relacionamento com os cidadãos.

A declaração é subscrita pela Comissão Episcopal de Justiça e Paz (CEJP), União Provincial dos Camponeses (UPC) de Cabo Delgado, Departamento de Ética, Cidadania e Desenvolvimento da Universidade Católica, Observatório do Meio Rural, organização Sekelekani, Centro de Integridade Pública, e Justiça Ambiental.

De acordo com números recolhidos pela Lusa, a onda de violência em Cabo Delgado, desde 2017, já terá provocado a morte de cerca de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança.

Os ataques ocorrem na região onde se situam as obras para exploração de gás natural nos próximos anos.

O grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico anunciou pela primeira vez, em junho, estar associado a um dos ataques.

Lusa

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Lusa
Etiquetas: ÁfricaMoçambique

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