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Missão política do Grupo de Contacto em Caracas quinta e sexta-feira

O Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela vai enviar entre quinta e sexta-feira a Caracas uma missão política, na qual participará o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, anunciou hoje em Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros.

No final da primeira sessão de trabalhos do Conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia que decorre entre hoje e terça-feira em Bruxelas, Augusto Santos Silva indicou que, no já habitual ponto de agenda dedicado à situação na Venezuela, os países que integram o Grupo de Contacto deram conta “aos restantes colegas do essencial dos trabalhos havidos na terceira reunião”, realizada na semana passada em São José da Costa Rica, e que decidiu o envio de uma missão política.

Lembrando que essa reunião na Costa Rica tomou “três decisões muito importantes” – estabelecer a título permanente, em Caracas, um grupo de apoio à ação humanitária, agendar reuniões com o Grupo de Lima e com a Comunidade dos Países do Caribe (que ainda estão a ser marcadas), e enviar uma missão política à Venezuela -, Santos Silva revelou que esta concretizar-se-á já esta semana, e o Governo far-se-á representar pelos secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

“Entendemos que, depois de cinco missões ao nível técnico e diplomático, que mandámos entre janeiro e maio, desta vez fazia sentido e era o tempo de passar a um nível propriamente político”, explicou.

Foi assim decidido, detalhou o chefe da diplomacia portuguesa, o envio, “nas próximas quinta e sexta-feira, dias 16 e 17 de maio, de uma missão, “ao nível de vice-ministros, para dizer à latino-americana, ou secretários de Estado, para dizer à europeia”.

Augusto Santos Silva indicou então que “Portugal estará representado através do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que se encontra em visita às comunidades nos Estados Unidos e que se juntará à restante delegação europeia”.

O chefe de diplomacia indicou que a missão tem como “objetivo fundamental apresentar a todas as partes da Venezuela o trabalho feito pelo Serviço Europeu de Ação Externa”, que considerou “muito interessante e muito útil, porque mostra, em relação a cada ponto chave do que deve ser um processo eleitoral conducente a novas eleições presidenciais na Venezuela, quais são as alternativas possíveis e quais são os pontos de compromisso possíveis”.

“Para nós é muito importante fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar radicalização e a demasiada polarização que pode bloquear uma solução pacífica para a crise venezuelana e insistir, com sugestões e propostas práticas, em que é inteiramente possível superar a crise política na Venezuela através da convocação de eleições democráticas, livres e justas”.

Questionado sobre se esta missão vai encontrar-se com o Presidente Nicolas Maduro, o ministro disse não ter ainda essa informação, mas lembrou que “as missões técnicas que foram enviadas até agora reuniram-se sempre com todas as partes no processo venezuelano” e reafirmou que, neste momento, o Grupo de Contacto Internacional “é provavelmente a única plataforma internacional de apoio à Venezuela que tem esta capacidade de interlocução com todos os atores relevantes” no país.

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