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Ministros da Igualdade da CPLP assinam apoio a Aristides Gomes

Os ministros da Igualdade de Género da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinaram hoje uma moção de apoio ao executivo da Guiné-Bissau, liderado por Aristides Gomes, defendendo “reconhecer o Governo legítimo” que resultou das legislativas de março.

Uma nota divulgada no ‘site’ na Internet da CPLP dá conta do apoio ao executivo guineense, “tomando em consideração o agravamento da crise política vivida neste momento na Guiné-Bissau e congratulando com o posicionamento da CPLP e demais membros da comunidade internacional”, que “declararam reconhecer o Governo legítimo liderado por” Aristides Gomes.

No documento salienta-se, em função da posição da Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana (UA), Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) e União Europeia (UE), a legitimidade do executivo “em funções em resultado das eleições legislativas de 10 de março de 2019”.

“A presente moção de apoio e solidariedade para com o Governo da Guiné-Bissau, para com o povo guineense e, em especial, as mulheres e as crianças, que são as que mais sofrem as consequências das cíclicas crises políticas” foi aprovada hoje, por unanimidade, pelos ministros e responsáveis pela Igualdade de Género da CPLP, reunidos na Cidade da Praia, em Cabo Verde.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros: Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu posse, em 31 de outubro, a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes, em 28 de outubro, e afirmou no domingo que a sua decisão “é irreversível”.

A UA, a UE, a CEDEAO, a CPLP e a ONU já condenaram a decisão do Presidente José Mário Vaz de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que continua em funções.

O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por ser candidato às eleições presidenciais, pelo seu mandato ter terminado em 23 de junho e por ter ficado no cargo por decisão da CEDEAO.

Uma missão da CEDEAO, que chegou no sábado ao país, reforçou no domingo que a organização apoia o Governo de Aristides Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das presidenciais em 24 de novembro.

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou com novas sanções a todos aqueles que “minem a estabilidade” da Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro e a campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, teve início sábado e termina em 22 de novembro.

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