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“Ministro prometeu e não cumpriu”, revela ex-diretor do Centro de Cibersegurança

Pedro Veiga não esconde o motivo que o levou a demitir-se da direção do Centro Nacional de Cibersegurança. “Foi-me prometido pelo ministro da Ciência um certo conjunto de alterações e isso não foi cumprido”, revelou.

O professor de informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, pioneiro da internet em Portugal, explicou que a falta de palavra do governante foi a razão maior para ter batido com a porta.

“Foi-me prometido pelo senhor ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior um certo conjunto de alterações que eu considerava imprescindíveis e isso não foi cumprido”, frisou.

Pedro Veiga acrescentou, na entrevista à TSF, que também deixou a direção do Centro Nacional de Cibersegurança por discordar que o domínio .pt seja gerido por uma entidade privada e não pública.

“O modelo de criação da associação envolve um conjunto de aspetos de que eu descordo frontalmente, não segue as melhores formas internacionais”, insistiu o especialista.

O professor universitário acrescentou que, “para um conhecimento mais perfeito da estrutura de cibersegurança de um país”, era “fundamental” que a gestão do domínio fosse competência do Centro Nacional de Cibersegurança.

Pedro Veiga contestou ainda que essa associação privada, a DNS.PT, tenha ganho 2,5 milhões para criar “um edifício no centro de Lisboa” onde só se encontram “17 pessoas” a trabalhar.

O ex-diretor apresentou estes “sérios conflitos de interesse” na gestão da associação ao ministro, mas, “pelos vistos, o senhor ministro ignorou-as”, concluiu.

Contactado pela rádio, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ainda não reagiu.

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