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Miguel Ramos com um pódio num fim de semana estranho

Miguel Ramos regressou à competição após a pausa estival no International GT Open em Silverstone, tendo subido ao pódio na primeira corrida do fim de semana e terminado na quinta posição na segunda

Mas o piloto de Vila Nova de Gaia, que voltou a dividir o Mercedes AMG GT3 # 10 da SPS Automotive com o italiano Fabrizio Crestani, saiu da pista britânica algo frustrado com o comportamento de alguns adversários no confronto de domingo.

Na qualificação para a corrida de sábado a dupla luso-italiana partiu do quarto lugar da grelha, com Ramos a fazer a primeira metade da prova, onde a presença do ‘safety car’ em pista em grande parte do confronto não permitiu grandes mudanças, excetuando o ganho de um lugar durante o turno de condução de Crestani.

Depois a equipa garantiu o terceiro lugar da grelha de partida para a corrida de domingo, com o piloto italiano a conseguir defender a posição antes da troca de pilotos, que devido ao ‘handicap’ fez o Mercedes # 10 descer para sétimo. Mas Miguel Ramos rapidamente ganhou uma posição passando a atacar o quinto posto.

É então que na última volta o piloto de Vila Nova de Gaia se viu envolvido num incidente estranho, pois Martin Kodric – companheiro de equipa de Henrique Chaves – abrandou, possivelmente para não ser terceiro. Quando tentou ultrapassar o sérvio este ‘fechou a porte’ e a colisão foi inevitável, envolvendo ainda outro concorrente.

Miguel Ramos ainda recuperou e cortou a meta no terceiro posto, mas uma penalização de 10 segundos relegou-o para quinto. Um resultado muito aquém do que ambicionava, e que o deixou bastante aborrecido com alguns adversários.

“Foi lamentável o que sucedeu e as minhas desculpas, mas estar em pista a competir e ao encontrar dois carros muito lentos que perdiam mais de segundos por volta, pensei que tinham uma avaria. Afinal era um jogo estratégico muito perigoso e que coloca em risco todos os intervenientes”, desabafa o piloto português.

Ramos ainda lamenta a decisão da Direção de prova, que não compreendo: “Não acho nada justo a penalização de 10 segundos que sofremos. Eles embrulharam-se os três sem qualquer interferência da minha parte, pois limitei-me apenas a tentar passar pelo único local que me pareceu possível, porque pensei que tinham uma avaria. Como eles rodaram para o interior da curva e eu estava a tentar passar por lá, o toque foi inevitável”.

Em termos de Campeonato, as contas complicaram-se para o piloto de Vila Nova de Gaia, tendo-se o fosso dilatado para os líderes do campeonato aumentado para 28 pontos.

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