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Mendes considera que lapso do ministro das Finanças “é estranho”

marques_mendesO antigo líder do PSD, Marques Mendes, considera que o lapso do ministro das Finanças no corte de subsídios “é estranho”, numa pessoa “contida e cuidadosa na linguagem”, como Vítor Gaspar. No seu comentário na TVI24, Mendes defende que o titular da pasta das Finanças “devia pedir desculpa” ao país.

Luís Marques Mendes acha “estranho” que Vítor Gaspar, “contido na linguagem”, cometa um lapso tão relevante, como aquele que assumiu no Parlamento, na questão do corte de salários. Nesse sentido, o antigo líder social-democrata sustentou, na TVI24, que Gaspar “deveria pedir desculpa” ao país.

“Este lapso é estranho, numa pessoa tão contida. E incide numa questão que tem que ver com a vida de milhares de portugueses”, sublinhou Marques Mendes, que acusa o Governo de ter lidado mal com este equívoco – o corte de subsídios em 2014, ao contrário do que fora dito, numa entrevista à RTP, pelo ministro das Finanças.

Marques Mendes referiu ainda que a “gestão política de comunicação” do executivo de Pedro Passos Coelho tem sido “desastrosa”. No entanto, o primeiro-ministro está imune a críticas de Mendes, que recorda que o próprio chefe “já pediu desculpa por menos”.

Pedro Passos Coelho recebeu elogios – “Foi sempre coerente”, diz Marques Mendes –, ao contrário de alguns dos seus ministros “que não andaram bem”. Nesse sentido, o Governo deve “afinar” os seus procedimentos.

Este comentário surge após o lapso que Vítor Gaspar assumiu, depois de ter dito que o corte de subsídios de férias e de Natal aos pensionistas e funcionários públicos apenas seria aplicado durante os anos de 2012 e 2013.

Em entrevista à Renascença, Passos Coelho acrescentou mais um ano a esse corte de subsídios, o que levou o ministro das Finanças a assumir que errou. Marques Mendes diz que o caso deveria ser encerrado com um pedido de desculpa.

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