Fórmula 1

Max Verstappen vence um ‘louco’ Grande Prémio da Alemanha

Max Verstappen venceu hoje um Grande Prémio da Alemanha de Fórmula 1 que ficará para a história como um dos mais surpreendentes da história da disciplina.

Embora Lewis Hamilton partisse para a corrida como grande favorito, pelo facto de ter assinado a ‘pole position’ e também pela superioridade evidenciada ao longo da temporada, a verdade é que as condições climatéricas inclementes que se fizeram sentir em Hockenheim baralharam as contas ao Campeão do Mundo.

Hamilton até liderou a prova mais ou menos até meio, mas quando a chuva e as situações de bandeiras amarelas e ‘safety car’ entraram ‘em jogo’, tudo se complicou para o britânico da Mercedes, que acabou por comprometer a sua corrida com uma série de deslizes e erros estratégicos que no final acabaram por ditar que terminasse a corrida fora dos pontos.

Um tal cenário seria impensável antes da corrida, mas o que é facto é que o agravamento das condições de aderência da pista germânica ditaram a reviravolta na prova, permitindo inclusivamente que segundas figuras chegassem a liderar a corrida, como chegou a ser o caso efémero de Nico Hulkenberg.

O despiste de Charles Leclerc, que colocou ‘fora de combate’ o monegasco da Ferrari, foi o primeiro sinal de que iríamos assistir a um quase caos, onde nenhum piloto conseguiu completar a corrida sem pelo menos visitar as boxes por duas ocasiões.

Max Verstappen esteve também para sair de pista, mas conseguiu ‘aguentar-se’, contrariamente a Valtteri Bottas, que o perseguia quando perdeu o controlo do seu Mercedes. Nessa altura Daniil Kvyat ficou na segunda posição e estava a ser a grande surpresa da prova, e continuou a sê-lo, apesar de não ter conseguido ‘segurar’ atrás de si

Sebastian Vettel, que começou a prova das boxes, encetou uma grande recuperação, parou quatro vezes nas boxes mas conseguiria no final por ‘salvar’ um pouco o fim de semana complicado que a Ferrari conheceu, sobretudo na qualificação de sábado.

Destaque também para a prova de Lance Stroll, que por ‘entre os pingos da chuva’ (literalmente) foi evitando percalços e seguindo uma boa estratégia para conseguir um improvável quarto lugar final. Um grande resultado para a Racing Point, em contraste com o despiste do seu companheiro de equipa Sergio Perez no começo da corrida.

Numa prova onde as escolhas de pneus, as paragens e a altura em que elas foram feitas foi determinante, Carlos Sainz Jr acabou por levar o único McLaren ‘sobrevivente’ à quinta posição, numa corrida que parecia perdida para o espanhol no seu início.

Alex Albon chegou a estar entre os três primeiros, mas a fase final da prova não lhe foi tão favorável e terminou na sexta posição, ainda assim contribuindo para um excelente resultado de conjunto da Toro Rosso.

Kimi Raikkonen certamente que pretendia mais do que o sétimo posto final, sobretudo depois de um começo fulgurante, em que na largada conseguiu colocar-se na terceira posição. Depois as difíceis condições de aderência da pista quase o atraiçoaram no mesmo ponto do circuito onde Charles Leclerc estragou a sua corrida.

Lewis Hamilton acabou num inglório 11º posto, à frente dos piores carros do pelotão, os Williams. Aquele que foi o seu pior resultado da época e a pior forma de comemorar os 125 anos de desporto automóvel da Mercedes.

Classificação final
1º Max Verstappen (Red Bull)
2º Sebastian Vettel (Ferrari) + 7,333s
3º Daniil Kvyat (Toro Rosso) + 8,305s
4º Lance Stroll (Racing Point) + 8,966s
5º Carlos Sainz Jr (McLaren) + 9,583s
6º Alex Albon (Toro Rosso) + 10,052s
7º Kimi Raikkonen (Alfa romeo) + 12,214s
8º Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) + 13,849s
9º Romain Grosjean (Haas) + 16,838s
10º Kevin Magnussen (Haas) + 18,765s

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