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Marisa Matias no Clube dos Pensadores contra a “mentira e a farsa”

Depois de Sampaio da Nóvoa, Henrique Neto, Maria de Belém, Paulo Morais e Edgar Silva, o Clube dos Pensadores, no seu 103.º debate, recebeu mais um candidato(a) presidencial Marisa Matias, que afirmou que vai disputar esta “corrida” pois não está apenas para marcar presença. Gosta de desafios e tem muito orgulho da sua vida e das suas raízes. Leva muito a sério a conquista da democracia e não é a favor da alteração da Constituição da República e que haja voto obrigatório.

Considera inadmissível que o Conselho de Estado tenha apenas uma mulher. Se for eleita, Marisa Matias nomeará cinco mulheres.

Marisa Matias defende que um Presidente da República pode e deve propor referendos para que os cidadãos possam decidir sobre vários assuntos importantes como por exemplo acordos comerciais, ambientais, climatéricos, entre outros.

A candidata afirma que Marcelo Rebelo de Sousa mentiu quando disse que não estava contra os cortes orçamentais e que o mesmo discorda do PSD/CDS desde o dia 4 Outubro, pois até lá, era um apoiante do anterior governo.

Questionada por Joaquim Jorge, moderador do debate, sobre a nova lei de não execução fiscal das hipotecas das casas, Marisa Matias diz que só o conseguiram fazer porque agora têm a maioria parlamentar e com essa maioria estão a tentar sair do ciclo que empobreceu as famílias.

Defende que independentemente da profissão, ao fim de 40 anos de trabalho qualquer cidadão deveria ter direito a reformar-se.

Não promulgaria o orçamento rectificativo, pois não aceita que mais uma vez, sejam os cidadãos a pagar os problemas dos bancos como no caso Banif.

Está cansada da “mentira e farsa” em que dizem que não podemos fazer nada e que somos obrigados a aceitar pagar 3 mil milhões de euros para banca e não para o sistema nacional de saúde, educação e às necessidades das pessoas.

Na sua opinião a pior despesa que temos é a dívida.

Quanto a impostos afirma que um dos maiores escândalos que existe nos impostos é a possibilidade das multinacionais, como por exemplo a Jerónimo Martins, escolherem o país onde querem pagar os impostos e são 19 as empresas, que escolheram pagar os impostos na Holanda.”É legal mas imoral”.

Esta lei tem que ser mudada. Se essas empresas fossem tão patrióticas como dizem na sua propaganda publicitária, pagariam os impostos em Portugal e que esse dinheiro ajudaria bastante no défice.

Conclui afirmando que se for eleita não demite o governo, pois este é legítima e tem apoio parlamentar.

Joaquim Jorge referiu que este debate com Marisa Matias foi dos mais difíceis de realizar. Num sábado, com chuva, depois a Marisa Matias vinha de outras acções de campanha: Coimbra de manhã, à tarde no Porto, por fim, à noite em Gaia no Clube dos Pensadores.

“A presença de João Semedo foi um prazer e uma honra. Conseguiu-se mais uma vez encher a sala e realizar mais um grande debate de cidadania”, assinala Joaquim Jorge.

António Henriques

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