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Mais de metade dos adultos moçambicanos com acesso a dinheiro eletrónico

O governador do Banco de Moçambique disse hoje em Maputo que a estratégia de inclusão financeira no país permitiu que 51,3 por cento de adultos tenha acesso a dinheiro eletrónico no país em 2018 contra 23,1 por cento em 2017.

Rogério Zandamela apontou os avanços registados na massificação do acesso aos serviços financeiros, quando falava num encontro de avaliação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira.

“A implementação de diversas ações visando a inclusão financeira conduziu ao alcance de um nível de ´bancarização` da economia de 32,7 por cento e um nível de população adulta com contas de moeda electrónica de 51,3 por cento, em 2018, contra 25,1 por cento e 23,1 por cento em 2017 e 2015, respetivamente”, declarou Zandamela.

A estratégia de inclusão financeira permitiu igualmente que 64 por cento dos distritos do país tenham, pelo menos, um ponto de acesso aos serviços financeiros, contra 58 por cento em 2015.

“O índice de inclusão financeira global, indicador que pondera os níveis de acesso geográfico, demográfico e utilização dos produtos e serviços financeiros situou-se em 14,5 pontos em 2018, contra 14,7 em 2015 e 13,2 em 2011”, referiu.

Dos 154 distritos existentes no país, 65 por cento têm pelo menos uma agência bancária, 84 por cento possuem uma instituição de moeda eletrónica, 59 por cento dos distritos dispõem de pelo menos uma ATM e 24 por cento dos distritos possuem um ponto de contacto com uma instituição seguradora.

Em 2018, Moçambique registava um índice de capitalização bolsista de 8,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) contra 7,8 por cento em 2015.

O mercado segurador passou a ser responsável por um nível de produção de cerca de 13 mil miliões de meticais (11,5 milhões de euros) em prémios brutos emitidos, o correspondente a uma taxa de penetração dos seguros na economia de cerca de 1.5 por cento.

O governador do Banco de Moçambique adiantou que 40 por cento da população adulta terá acesso físico ou eletrónico a serviços financeiros até 2018 e 60 por cento até 2022.

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