Europa

Mais de 60 por cento dos portugueses admite ser mais provável votar com método “Spitzenkandidaten”

Mais de 60 por cento dos portugueses admite que a nomeação do presidente da Comissão Europeia com base no resultado das eleições europeias torna mais provável a deslocação às urnas em maio, revela o Eurobarómetro hoje divulgado.

O estudo, publicado hoje pelo Parlamento Europeu (PE), indica que 62 por cento dos portugueses assume que a designação de candidatos por cada partido político europeu, o chamado “Spitzenkandidaten”, torna mais ‘atrativa’ a participação no ato eleitoral que decorrerá entre 23 e 26 de maio de 2019, uma percentagem que supera a média europeia de 57 por cento.

Embora 17 por cento dos inquiridos tenha confessado que nem o atual modelo os levará às urnas, 26 por cento dos portugueses respondeu “definitivamente sim” e 36 por cento “provavelmente sim” quando questionado sobre se o processo de nomeação do presidente da Comissão Europeia com base no resultado das próximas eleições europeias tornaria mais provável a participação no ato eleitoral.

O Eurobarómetro, cujas fichas individuais por país serão publicadas no final da semana, revela também que Portugal é o segundo Estado-membro da União Europeia (UE) onde a população mais defende que o processo de nomeação dos candidatos principais deve ser acompanhado de “um verdadeiro debate” sobre os problemas europeus e o futuro do bloco comunitário.

Os 85 por cento dos portugueses são superados apenas pelos 86 por cento dos luxemburgueses, com os dois países a estarem bem acima de média europeia (77 por cento).

Em 23 de maio, outro Eurobarómetro publicado pelo PE, ‘denunciava’ que apenas 14 por cento dos portugueses considera ser extremamente provável ir às urnas nas próximas eleições europeias, a segunda percentagem mais baixa na UE.

Nas eleições europeias de 2014, em Portugal a taxa de participação foi de 33,67 por cento (abaixo da média europeia de 42,54 por cento).

Contudo, esse mesmo estudo, indicava também que os portugueses são os maiores defensores de que o próximo presidente da Comissão Europeia deve ser eleito através da designação de candidatos por cada partido político europeu, contrariamente ao admitido pelo primeiro-ministro, António Costa.

O processo de designação do presidente do executivo comunitário entre os cabeças de lista indicados pelas famílias políticas europeias (os chamados “Spitzenkandidaten”, termo alemão que se pode traduzir por “candidatos principais”), segundo os resultados eleitorais, foi inaugurado por ocasião das anteriores eleições europeias, em 2014.

Antes, o presidente da Comissão era escolhido pelo Conselho Europeu – chefes de Estado e de Governo da União Europeia -, e posteriormente ratificado pelo PE, tendo Durão Barroso sido o último presidente do executivo comunitário (2004-2014) a ser indicado sem recurso ao método atual.

O Eurobarómetro foi realizado entre 26 de novembro e 03 de dezembro através de entrevistas telefónicas com 26.071 cidadãos dos 27 Estados-Membros da UE, excluindo o Reino Unido, que abandonará o bloco comunitário em 29 de março de 2019.

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