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Mais de 50 mortos no Irão em debandada no funeral de Soleimani

A debandada ocorrida hoje durante o cortejo fúnebre do general iraniano Qassem Soleimani em Kerman causou “mais de 50 mortos”, segundo um novo balanço do responsável do Instituto Médico-Legal da cidade, Abbas Amian, divulgado pelos media iranianos.

A agência oficial ISNA, citando o chefe dos serviços de socorro de Kerman, Mohammad Sabéri, indicou, por seu turno, que 212 pessoas ficaram feridas no acidente, “das quais um pequeno número” está em “estado grave”.

Abbas Amian disse ainda que as 50 vítimas morreram asfixiadas.

Mulheres, homens, idosos e crianças estão entre as vítimas da debandada em Kerman, cujos hospitais estão em alerta e para onde se deslocou o ministro da Saúde.

Os habitantes de Kerman afluíram hoje em massa ao centro da cidade iraniana, para o funeral de Qassem Soleimani.

O principal general iraniano, comandante da Força Quds, encarregada das operações no estrangeiro dos Guardiães da Revolução, morreu na sexta-feira num ataque aéreo norte-americano em Bagdad, no qual também foi morto o ‘numero dois’ das Forças de Mobilização Popular, Abu Mehdi al-Muhandis.

Na segunda-feira, a polícia iraniana disse que milhões de pessoas se concentraram em Teerão para prestar homenagem ao general e às restantes vítimas do ataque norte-americano.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Shamkhani, revelou hoje que identificou “treze cenários” para a “forte vingança” contra os Estados Unidos pelo assassínio do general Qassem Soleimani.

“O mais fraco dos treze cenários é um pesadelo histórico para os Estados Unidos”, advertiu Shamkhani.

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