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Mais de 130 crianças mortas e 125 mil deslocadas devido a confrontos na Síria

Mais de 130 crianças morreram e 125 mil ficaram desalojadas desde o início do ano devido à escalada de violência no noroeste da Síria, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Dezenas de milhares de crianças no noroeste da Síria estão em risco iminente de sofrerem ferimentos, de perderem a vida ou ficarem desalojadas devido à escalada significativa nos confrontos”, alertou a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

Nos últimos dias, a violência na Síria intensificou-se, em particular nas províncias no norte de Hama e no sul de Idlib.

Segundo Henrietta Fore, a escalada de violência “vem na sequência de meses de crescentes confrontos nesta área” tendo já provocado “a morte a pelo menos 134 crianças” e deixado “mais de 125 mil desalojadas desde o início do ano”.

“Cerca de 30 hospitais foram atacados e o aumento da violência forçou alguns membros da UNICEF e dos seus parceiros na área da saúde a suspenderem as suas operações de salvamento de vidas”, indicou Fore.

A responsável da UNICEF explicou que “os parceiros da UNICEF estão no terreno no noroeste da Síria para apoiar as crianças e as suas famílias com unidades móveis de saúde, serviços de imunização e nutrição, apoio psicossocial e equipamentos de água e saneamento”.

Contudo, Henrietta Fore salientou que “estas são soluções de implementação imediata que apenas mitigam as consequências desta violência brutal e gratuita”.

De acordo com a UNICEF, “aproximadamente 43.000 crianças estão sem aulas e os exames finais foram adiados em algumas zonas de Idlib, o que está a afetar a educação de cerca de 400.000 estudantes”.

“As partes envolvidas no conflito no noroeste da Síria devem fazer todos os esforços para proteger as crianças e as infraestruturas de que dependem, nomeadamente hospitais e escolas” sublinhou Henrietta Fore.

A responsável da UNICEF apelou ainda aos “decisores políticos e todos os que sobre eles exercem influência” a “trabalhar no sentido de alcançar uma paz abrangente e duradoura que finalmente traga o fim da guerra, para o bem das crianças da Síria e do próprio futuro do país e da região”.

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