Cultura

Maioria dos visitantes dos Museus do Traje e do Teatro são mulheres com mais de 40 anos

A maioria dos visitantes dos Museus Nacionais do Traje e do Teatro e da Dança, ambos em Lisboa, são portuguesas com uma idade média que ronda os 43/44 anos e que trabalham em atividades intelectuais e científicas.

De acordo com os estudos de públicos dos museus nacionais relativo aos Museus Nacionais do Traje e do Teatro e da Dança, hoje divulgados, 62 por cento e 64 por cento dos visitantes daqueles museus, respetivamente, são mulheres.

Em 2015, por iniciativa da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), foi realizado o primeiro inquérito em 14 museus nacionais, por investigadores universitários, cujos resultados globais foram anunciados em 2016, e que têm vindo a ser estudados e divulgados individualmente desde então.

O estudo de públicos do Museu Nacional do Traje (MNT) mostra que a maioria de visitantes são mulheres (62 por cento), com uma média de 44 anos, com uma escolaridade pós-secundário (71 por cento) e que trabalham em atividades intelectuais e científicas (56 por cento).

O quadro é similar no Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNTD): segundo o estudo relativo ao MNTD, a maioria dos visitantes daquele museu são mulheres (64 por cento), com uma média de 43 anos, com uma escolaridade pós-secundário (66 por cento) e que trabalham em atividades intelectuais e científicas (54 por cento).

Os estudos mostram ainda que os dois museus são visitados maioritariamente por portugueses (66 por cento no MNT e 68 por cento no MNTD, sendo que destes, 3 por cento e 2 por cento, respetivamente, residem no estrangeiro).

A grande maioria do público nacional dos dois museus reside na Área Metropolitana de Lisboa (79 por cento no MNT e 83 por cento no MNTD).

Em relação aos visitantes estrangeiros, destacam-se, nos dois museus, os provenientes do Brasil e de França.

O Estudo de Públicos de Museus Nacionais é o primeiro realizado no país que compreende uma amostra representativa, com mais de 13.000 questionários validados, mais alargado no tempo – 12 meses de recolha de informação – e no número de museus abrangidos.

Desde 2015, depois da apresentação do estudo, já foram apresentados estudos sobre os inquéritos efetuados nos museus nacionais de Arte Antiga, do Azulejo, de Arqueologia, dos Coches, de Etnologia e da Música, Museu do Chiado, estes em Lisboa, no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, no Museu Monográfico de Conímbriga, no Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, e na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, em Lisboa.

O estudo – que teve o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Oni Telecom/empresa portuguesa de telecomunicações – foi realizado com base em dados obtidos através de um inquérito individual, realizado numa plataforma informática instalada no museu.

O parceiro científico do projeto é o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).

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