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Maioria dos que perderam o carro no incêndio do Andanças sem dinheiro para recorrer a tribunal

Só cerca de 70 dos 422 proprietários cuja viatura foi consumida pelo incêndio no Andanças de 2016 vão avançar para tribunal, contra a organização do festival e contra a Câmara de Castelo de Vide. Só para a abertura do processo, cada lesado terá de pagar cerca de 400 euros em taxas de justiça.

De acordo com o advogado Pedro Proença, que prestou declarações à TSF, os 69 lesados que decidiram recorrer à justiça terão de pagar um valor global de 27 mil euros em taxas de justiça, montante esse que poderá aumentar no decorrer do julgamento.

Pedro Proença afirma que a “brutalidade” das taxas de justiça é a responsável por só 69 proprietários reclamarem em tribunal: o incêndio no parque do festival Andanças consumiu 422 viaturas.

Os lesados têm de abrir um novo processo depois do Ministério Público ter arquivado o inquérito, no início deste ano, por falta de provas das “circunstâncias concretas” do incêndio.

Ainda de acordo com as declarações do advogado à TSF, a queixa destes 69 proprietários demanda quase 800 mil euros por danos patrimoniais, acrescidos de 600 mil euros por danos morais.

Na base da acusação estão as alegadas falhas de segurança, que os lesados pelo incêndio imputam à Câmara de Castelo de Vide, onde decorreu o Andanças, e à Pédexumbo – Associação para a Promoção da Música e Dança, entidade organizadora do festival.

Entre essas alegadas falhas de segurança encontram-se a abundância de material combustível (como a relva cortada e não recolhida), a inexistência de extintores e o fecho dos portões, que bloqueou a entrada aos veículos dos bombeiros.

 

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