Política

Madeira: Orçamento aprovado apesar do deputado do PND usar lugar de Jardim

alberto joao jardimO Plano e Orçamento para 2014 foram aprovados pela Assembleia Legislativa da Madeira, apesar de toda a oposição ter votado contra. “O povo do continente roubou a Madeira durante mais de 500 anos”, defende o líder parlamentar do PSD, Jaime Ramos.

A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou hoje, com os votos do PSD e de um antigo social-democrata (agora independente), o Plano e Orçamento para 2014, numa sessão que ficou marcada pela retirada à força de Hélder Spínola, o deputado do PND que se sentou no lugar de Jardim.

A oposição votou em bloco contra, mas não conseguiu evitar a aprovação dos documentos. Antes de ser expulso, Helder Spínola afirmou que as propostas de Orçamento e Plano “metem os pés pelas mãos e tentam justificar o injustificável”, dando como exmeplos a entrega de “mais 15 milhões de euros aos clubes, mais 12 milhões de euros à competição desportiva, mais 13 milhões de euros ao Jornal da Madeira e mais de cinco milhões de euros aos partidos”.

O CDS abordou a “insolvência” da região autónoma. “Este Orçamento não é mais do que um ato de gestão da massa falida de uma Região que entrou em insolvência e teve de pedir ajuda à República”, disse José Manuel Rodrigues.

José Manuel Coelho, do PTP, acusou o o Governo Regional de deixar na “miséria milhares de madeirenses” e de “esconder a situação real da Madeira e das suas contas”, enquanto Roberto Vieira, do MPT, salientou a falta de “estratégias” para corrigir o “rol de dívidas”: “este Orçamento serve para corrigir erros, irresponsabilidades, ou melhor, aldrabices do PSD-Madeira”.

A defesa das propostas coube ao PSD, com o líder parlamentar, Jaime Ramos, a sustentar que privilegiam “a saúde, educação e emprego”, sendo “fundamental” para corrigir o que tem acontecido: “o povo do continente roubou a Madeira durante mais de 500 anos”.

José Pedro Pereira, o ex-PSD que agora é deputado independente, votou a favor por, disse, estar na “hora dos verdadeiros autonomistas unirem-se contra um Governo da República que rouba os madeirenses e não assume as responsabilidades”.

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