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Lucro do BPI cai 63 por cento até junho

O lucro do BPI caiu 63 por cento no primeiro semestre para 134,5 milhões de euros, anunciou hoje o banco justificando os resultados com os impactos positivos extraordinários registados no primeiro semestre de 2018 e que não se repetiram em 2019.

Em comunicado, a instituição sinaliza que a queda no lucro dos primeiros seis meses é explicada pelos impactos positivos extraordinários de 118 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2018, essencialmente ganhos com a venda de participações, mas também pela alteração da classificação contabilística do Banco Fomento de Angola (BFA) no final de 2018.

O lucro líquido recorrente da atividade registada em Portugal alcançou os 86,9 milhões de euros no período, o que corresponde a uma redução homóloga de 17 por cento, que inclui o resultado do primeiro semestre deduzido do dividendo de acordo com o limite superior da política de dividendos, sujeito à aprovação pela entidade de supervisão, as imparidades de 11 milhões de euros em fundos de recuperação e a redução em cinco milhões de euros do lucro em operações financeiras e outros proveitos.

O contributo do BFA para o lucro consolidado no primeiro semestre 2019 ascendeu a 38,1 milhões de euros, “refletindo os dividendos líquidos relativos ao exercício de 2018, atribuídos ao BPI”.

Os recursos totais de clientes do BPI aumentaram 2,7 por cento para 905 milhões de euros, enquanto a carteira total de crédito a clientes (bruto) aumentou 1,4 por cento para 336 milhões de euros.

O BPI sinaliza que o rácio de malparado (Non-performing Exposures – NPE) permaneceu “robusto”, baixando duas décimas para 3,3 por cento.

O rácio de CET1 ascendeu a 13,4 por cento e o rácio total situou-se nos 15,2 por cento, acrescenta.

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