Banca

Lucro consolidado do BPI caiu 60 por cento no primeiro trimestre para 49,2 milhões

O lucro consolidado do BPI no primeiro trimestre foi de 49,2 milhões de euros, uma quebra de 60 por cento relativamente ao período homólogo do ano passado, segundo os resultados hoje comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por Pablo Ferrero explica que para este resultado contribuiu o lucro líquido da atividade registada em Portugal, que atingiu os 45,5 milhões de euros (92,5 por cento do resultado consolidado).

Explica ainda que o resultado consolidado se deve, em grande medida, ao impacto positivo de dois factos não recorrentes ocorridos no primeiro trimestre do ano passado: venda da participação na Viacer e reversões de imparidades de 11 milhões de euros.

Quanto à participação financeira do BPI em Moçambique, o BCI gerou um contributo positivo de 3,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019.

A margem financeira aumentou 5,2 por cento para 106,8 milhões de euros, apoiada pelo crescimento da carteira de crédito, e as receitas de comissões líquidas desceram 5,2 milhões de euros para 60,4 milhões de euros face ao período homólogo.

Excluindo o efeito decorrente das vendas dos negócios de cartões, ‘acquiring’ e banca de investimento, as comissões aumentaram (perímetro comparável) em 3,3 milhões no mesmo período.

O produto bancário recorrente em Portugal registou um abrandamento, descendo oito milhões para 174,1 milhões de euros (-4,4 por cento relativamente ao período homólogo), fruto sobretudo da diminuição dos resultados em operações financeiras e outros proveitos operacionais (-8,1 milhões de euros), refere o BPI.

De acordo com o banco, os recursos totais de clientes aumentam 427 milhões de euros, totalizando 33.622 milhões de euros no final de março deste ano.

Os depósitos de clientes aumentaram 152 milhões de euros para 21.312 milhões de euros, indica o BPI, sublinhando que os depósitos representam 71 por cento do ativo e constituem a principal fonte de financiamento do balanço.

O volume total de crédito a empresas em Portugal registou no primeiro trimestre do ano um crescimento de 8,5 por cento para 9.349 milhões de euros.

Face ao trimestre anterior, a carteira do segmento de grandes e médias empresas e Corporate & Investment Banking cresceu 1,6 por cento, para 7.230 milhões de euros e a carteira de crédito a empresários e negócios registou um ligeiro decréscimo (-2,5 por cento), para 2.119 milhões.

O banco diz ter em janeiro uma quota de 9,9 por cento no crédito a empresas, sendo que no crédito à habitação situava-se em 11,5 por cento após uma descida da carteira em 0,5 por cento para 11.116 milhões de euros.

No crédito ao consumo a carteira aumentou 3,1 por cento face a dezembro de 2018, alcançando 1.430 milhões de euros.

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