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Loures: utentes protestam na inauguração do novo hospital

hospital_beatriz_angeloOs utentes de Loures estão descontentes com as ameaças que pairam sobre as unidades médicas do concelho e vão aproveitar a inauguração do Hospital Beatriz Ângelo para apresentarem as queixas ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Os utentes de Loures estão a concentrar-se à porta do Hospital Beatriz Ângelo, que funciona em pleno desde 27 de fevereiro mas só hoje será inaugurado, para exigir melhores condições de atendimento e transportes públicos diretos à nova unidade. O protesto está convocado para aproveitar a presença do ministro da Saúde, Paulo Macedo, ao qual pretendem entregar as reivindicações.

As comissões de utentes de saúde contestam o tempo de espera nas urgências do hospital, o que atribuem ao encerramento de algumas unidades de saúde nos concelhos de Loures e Odivelas. Em comunicado, alertam que o encerramento do Serviço de Urgência Básico (SUB) de Santo António dos Cavaleiros (Loures), a diminuição do horário do CATUS (Centro de Atendimento de Urgências) de Moscavide e a intenção de encerrar o de Odivelas “têm contribuído para o entupimento das urgências do Hospital Beatriz Ângelo, que chegam a atingir as 10 horas de espera”.

As comissões queixam-se ainda da “escassa oferta” de transportes públicos de algumas freguesias de Odivelas para o Hospital de Loures, nomeadamente da Pontinha e de Famões. Uma situação que “é ainda mais inaceitável quando mais de 100 mil utentes nos dois concelhos não têm médico de família”.

Para além de “sobrelotado e de difícil acesso para os utentes”, o Hospital Beatriz Ângelo deixa de fora da área de referência cerca de 100 mil utentes de sete freguesias da zona oriental de Loures, que são obrigados a recorrer ao Hospital de São José, em Lisboa.

Relativamente ao CATUS de Odivelas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo já veio anunciar que não existe “qualquer intenção” de fechar a unidade.

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