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Loeb admite “falta de ritmo e regularidade”

O resultado na recente Volta à Córsega espelha as dificuldades com que Sebastien Loeb se tem debatido desde que chegou à Hyundai.

Sem muito tempo ao volante do i20 Coupé WRC, sobretudo em testes, o nove vezes campeão do Mundo tem feito tudo para colmatar essa lacuna, e o trabalho que veio fazer com a equipa a Portugal tem também esse intuito.

O facto de se tratar do seu primeiro teste em terra com a Hyundai visa à deslocação à América do Sul, embora Loeb reconheça que tem tido problemas na sua própria adaptação ao carro coreano. Depois de terminar perto do pódio em Monte Carlo, ser sétimo na Suécia, o alsaciano foi somente oitavo na Córsega, uma prova que venceu em 2005 e 2008 com a Citroën.

O carro e a equipa novos não explicam tudo, e Sebastien Loeb admite-o: “Sim, saí da Córsega algo dececionado. Oitavo não era o resultado que esperava quando parti para o rali, e muito menos numa prova de asfalto. Ainda assim há um aspeto positivo a retirar desta prova, que foi ter feito quilómetros e ter chegado ao final”.

“Quando se perde dois minutos na primeira especial a nossa filosofia muda completamente. De repente não estávamos mais numa posição de lutar pelo pódio, pelo que a motivação e o empenho são forçosamente diferentes. Mas só me posso queixar de mim próprio. Entrei demasiado depressa numa curva e fiquei fora de trajetória acabando por bater numa berma. As notas estavam certas, mas foi um erro de apreciação da trajetória com a passagem dos carros da frente”, explica o gaulês.

A vitória de Thierry Neuville demonstrou que o Hyundai era uma ‘arma’ eficaz para enfrentar aquele que também conhecido pelo rali das dez mil curvas, mas Sebastien Loeb nunca esteve em posição de discutir as primeiras posições e o seu melhor resultado foi um terceiro tempo numa classificativa.

O atraso inicial levou a que levasse a prova corsa “como uma sessão de testes, mudando algumas coisas no carro, experimentando diferentes tipos de acertos. Por vezes correu bem, por vezes não. O carro era bom num certo tipo de terreno específico, mas devemos trabalhar para o tornar mais homogéneo. No piso irregular, por exemplo, não estivemos no ritmo certo. Penso que nos nossos testes antes da prova estávamos convencidos que estávamos no caminho certo mas os nossos adversários também progrediram, nomeadamente os Ford. Quanto aos Toyota já não tínhamos dúvidas”.

Mas Loeb admite que ao nível da condução também não esteve bem: “Fui demasiado incisivo no meu estilo de pilotagem. Isso não me ajudou a estar totalmente confiante. São detalhes, mas, acumulados, custaram-nos décimas. É claro que me falta ritmo e regularidade. Mas não estou demasiado preocupado, seja eu ou o carro”.
“Nós vamos lá chegar. Pelo menos tenho os meios para lá chegar. Tenho confiança na equipa e no potencial do carro. Para acelerar as coisas vão ser precisos mais testes, isso é certo. O regulamento, e porque a Hyundai tem quatro pilotos, dificulta as coisas, mas temos de lidar com isso, encontrado soluções para nos adaptarmos”, frisa Sebastien Loeb.

O francês tem presença assegurada no Rali do Chile, a nova prova do calendário do WRC, onde o piloto alsaciano está numa situação inédita, pois os seus adversários não terão a vantagem de conhecer melhor o percurso. Ainda assim Loeb avisa: “Os adversários virão ‘quentes’ da Argentina, mas também não estamos na condição de discutir o título, embora estejamos lá para garantir pontos para a equipa em caso de falha dos nossos companheiros de equipa. A filosofia não é a mesma de antes, é preciso aceitá-la”.

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