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Lisboa recebe 1200 especialistas para congresso mundial de esclerodermia

Até 20 de fevereiro vão estar em Lisboa quase 1.200 especialistas de todo mundo em Esclerodermia (Esclerose Sistémica), uma doença reumática que afeta uma em cada 50 mil pessoas.

A esclerodermia é uma doença crónica que se carateriza sobretudo pelo endurecimento ou espessamento da pele, a que se chama fibrose, mas que também pode envolver outros órgãos, como os pulmões, o intestino, os rins e o coração. Em Portugal estima-se que afeta mais de três mil pessoas.

Depois de Florença (2010), Madrid (2012) e Roma (2014), Lisboa recebe este mês médicos e investigadores de diferentes áreas que vão reunir-se em torno de um programa dedicado à esclerodermia, que inclui a partilha dos últimos desenvolvimentos clínicos relevantes, centrados na melhoria da qualidade de vida dos doentes que sofrem desta doença a nível mundial.

O Congresso Mundial de Esclerodermia apresenta também um programa dirigido a pacientes, aberto à população em geral, que pretende abordar vários temas sobre a realidade da doença, com diferentes sessões dedicadas às suas manifestações clínicas e ao seu impacto sociolaboral e psicoemocional – numa linguagem mais acessível.

“A esclerodermia é considerada uma das piores doenças reumáticas em termos de resposta ao tratamento. Apesar dos novos fármacos em estudo, não existe uma terapia globalmente eficaz em todas as manifestações”, esclarece Ana Cordeiro, da direção da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Neste sentido, a especialista alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença: “uma vez detetada a doença é muito importante reforçar a educação do doente, de forma a que este recorra atempadamente ao seu reumatologista quando surgem novas queixas, já que esta patologia causa diminuição da longevidade e diminui drasticamente a qualidade de vida”.

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